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Operação Ressaca

Quadrilha vendia 100kg de cocaína a cada três meses em Curitiba

Onze pessoas foram presas no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Entre os presos está o traficante conhecido como "Fernandinho Beira-Mar do Paraná", que seria o líder da quadrilha

Um dos suspeitos presos, apontado como líder da quadrilha, vivia em uma casa de luxo no Alphaville | Jonathan Campos / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Um dos suspeitos presos, apontado como líder da quadrilha, vivia em uma casa de luxo no Alphaville (Foto: Jonathan Campos / Agência de Notícias Gazeta do Povo)
Veículos de luxo foram apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Ressaca |

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Veículos de luxo foram apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Ressaca

Uma Mercedes está entre os automóveis apreendidos pelas autoridades na Operação Ressaca |

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Uma Mercedes está entre os automóveis apreendidos pelas autoridades na Operação Ressaca

A Polícia Federal (PF) realizou uma operação nesta terça-feira (18) para prender uma quadrilha de traficantes de drogas responsável pela distribuição de cem quilos de cocaína a cada três meses em Curitiba e região metropolitana. Na Operação Ressaca, nove pessoas foram presas no Paraná e duas no Mato Grosso do Sul. Quinze mandados de busca também foram cumpridos.

As investigações sobre o grupo começaram no ano passado. Entre os presos está o traficante Éder de Souza Conde, conhecido como "Fernandinho Beira-Mar do Paraná", que seria o cabeça da quadrilha. Segundo a PF, ele era o maior distribuidor de drogas da Grande Curitiba. A estimativa das autoridades é de que o grupo lucrava R$ 6 milhões por ano com o tráfico de drogas.

A namorada de Conde, Suzimara de Lima Steff - segunda colocada no concurso de Miss Curitiba 2010 - também foi presa. Segundo a PF, ela participava diretamente do esquema de comercialização de entorpecentes.

Fachadas

A Polícia Federal informou que o escritório do suspeito, no bairro Tatuquara, funcionava em uma suposta empresa de guincho. No local, foram encontrados diversos carros que estavam sendo preparados para o transporte de drogas. Além disso, uma revenda de carros no Capão Raso era usada para lavar o dinheiro ganho com o tráfico. Ao todo, 40 veículos foram apreendidos.

Conde morava em uma casa de luxo no Alphaville. De acordo com a PF, o homem, que é piloto de avião formado, pretendia comprar uma fazenda em um município próximo da fronteira, onde poderia instalar uma pista de pouso para ser utilizada no esquema irregular.

A Justiça autorizou o bloqueio da conta bancária e dos bens de Conde, parentes dele e pessoas utilizadas como laranjas pelo grupo. Os imóveis que o suspeito possui são avaliados em R$ 10 milhões.

Outros crimes

Além do tráfico de drogas, Conde também teria envolvimento na morte do major da Polícia Militar Pedro Plocharski, em 2005. O major foi morto em uma emboscada, enquanto voltava do 13.º Batalhão - do qual era comandante - para casa. Plocharski investigava uma quadrilha da qual faziam parte policiais, advogados e traficantes de drogas. Conde também é suspeito de ter participado, em 2002, do assassinato de "Evinha do Pó", apontada como chefe do tráfico de cocaína em Curitiba.

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