
O ator Juliano Cazarré lançou o congresso “O Farol & a Forja”, voltado ao fortalecimento da masculinidade e da presença paterna. A iniciativa gerou fortes ataques de colegas da classe artística, que associaram o discurso a movimentos machistas e à violência contra a mulher.
Qual é a proposta central do evento criado por Juliano Cazarré?
O congresso busca incentivar os homens a serem mais presentes na família e a cuidarem de suas esposas e filhos. O ator defende que ser forte significa ter autocontrole contra vícios, como pornografia e traição, e assumir a responsabilidade doméstica, ajudando na criação das crianças e nas tarefas do dia a dia, em vez de focar apenas no trabalho.
Por que a iniciativa gerou polêmica entre outros artistas?
O evento foi associado nas redes sociais ao movimento 'red pill', que prega uma visão distorcida da realidade e, em casos extremos, incita a agressividade contra mulheres. Atrizes como Marjorie Estiano e Cláudia Abreu criticaram publicamente o ator, sugerindo que discursos sobre masculinidade patriarcal poderiam contribuir para casos de feminicídio.
Como Cazarré define o conceito de 'homem forte'?
Para o ator, o homem forte não é aquele que grita ou usa a força física contra a família, mas sim o que mantém decisões inteligentes e corretas para o bem comum. Ele afirma que a sociedade precisa de homens saudáveis mentalmente, funcionais e que saibam exercer o domínio próprio em suas escolhas cotidianas.
Qual é a opinião do ator sobre o papel do pai na criação dos filhos?
Cazarré acredita que a presença paterna é insubstituível e fundamental para o desenvolvimento infantil. Ele destaca que a ausência do pai está ligada a maiores riscos de criminalidade na adolescência e que gestos simples, como ler para os filhos antes de dormir, aumentam a inteligência e a capacidade de comunicação das crianças.
Como foi a recepção do público após os ataques sofridos na internet?
Embora tenha ficado chateado com críticas de pessoas que conhecem sua conduta há 20 anos, o ator se surpreendeu com a onda de apoio. Nos últimos dias, ele ganhou cerca de 500 mil novos seguidores no Instagram e recebeu inúmeras mensagens de solidariedade, inclusive de colegas de profissão que preferiram se manifestar de forma privada via WhatsApp.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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