O calor que atinge o Paraná desde o início da semana provoca a elevação do nível de raios solares que chegam à superfície da Terra e que podem causar problemas à pele. Nesta sexta-feira (6) e nos próximos seis dias, segundo previsão do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o chamado índice ultravioleta (IUV) para a cidade de Curitiba deve chegar a 12, em uma escala que vai de 1 a 14.
O mesmo índice deve ser verificado nas demais regiões paranaenses, segundo o Inpe. Nas cidades de Paranaguá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina, Maringá e Guarapuava a previsão é que o IUV pode alcançar o nível extremo até a próxima quinta-feira.
De acordo com informações do Inpe, IUV entre 1 e 2 é considerado baixo e não há necessidade de precaução. Entre 3 e 7, o índice é considerado moderado a alto, e a partir de 8 muito alto ou extremo. O médico Luiz Carlos Pereira, chefe do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia, explica que as consequências de uma exposição prolongada a uma radiação de índice elevado podem variar de queimaduras de primeiro e segundo grau até o desenvolvimento de câncer de pele.
"Especialmente para as pessoas de pele clara, a recomendação é evitar ao máximo ficar sob o sol", afirma. "Caso não seja possível, o ideal é utilizar roupas claras, que refletem a radiação, e passar filtro solar a cada duas horas", diz. Ele explica que o fator de proteção solar (FPS) adequado deve ser indicado por um dermatologista. Para os calvos, a orientação é usar boné ou chapéu para proteger o couro cabeludo, região bastante sensível da pele.
De acordo com Pereira, outro problema enfrentado por quem fica exposto muito tempo aos raios ultravioletas é a desidratação. "Mesmo quando não há transpiração, gotículas invisíveis de água saem do corpo com o calor", conta. "É preciso ingerir muito líquido em dias como este".



