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Preservação florestal

Recuperação do dano deve ser priorizada

O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vitor Hugo Burko, considera que o documento elaborado pelo Grupo de Trabalho "Áreas Naturais Conservadas" é um avanço, porque representa uma abertura do órgão para discutir com a sociedade a formatação de políticas eficientes. Sobre as considerações a respeito da menor eficiência da fiscalização, ele afirmou que "todos os órgãos ambientais são pouco eficientes na operacionalização da cobrança das multas e menos eficientes na recuperação do dano".

Burko disse que, para resolver esse problema, o Paraná lançou, no fim de 2008, um manual de fiscalização que será exemplo para todo o país. Ele privilegia a recuperação do dano. Segundo ele, o procedimento normal em todos os estados é aplicar a multa e depois aguardar toda a tramitação para, finalmente, providenciar a recomposição do que foi degradado. "No Paraná, primeiro vamos exigir a recuperação do dano causado", completou.

O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, taxou de mentiroso o comentário que consta no documento elaborado pelo grupo de trabalho a respeito da queda na qualidade do trabalho de fiscalização. De acordo com o secretário, os dados são inversos e só tem aumentado a eficiência da fiscalização. Ele citou a informação, divulgada no fim de 2007 pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de que o Paraná reduziu em 88% a área que era desflorestada. "Nós saímos de um estado permissivo para um estado proibitivo. O Paraná deixou de ser o segundo e passou a ser o quarto em área desmatada."

Rasca Rodrigues também citou o Programa Paraná Biodiversidade, que tem como meta a formação de corredores que ligam as unidades de conservação em áreas prioritárias. "Só esse programa representou um incremento de 70 mil hectares de áreas recuperadas em 63 municípios." Ele falou, ainda, do Programa Mata Ciliar, que em 2009 deverá chegar a 100 milhões de mudas plantadas. "Saímos do zero em março de 2004, compramos 412 viveiros e fechamos mais de 300 convênios para a produção de mudas." (VF)

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