
Os repasses de recursos ao Hospital da Polícia Militar pelo governo do estado continuam com atrasos quase seis meses depois do início de um impasse que provoca paralisações e cancelamento de atendimentos no estabelecimento. O hospital é o único que atende servidores públicos estaduais pelo Sistema de Assistência à Saúde (SAS) em Curitiba, e as greves de funcionários e interrupções no atendimento ocorrem na instituição desde o fim do ano passado.
A Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai), em nota divulgada nesta segunda-feira (18), disse que vai entrar na justiça contra o governo estadual. A entidade contestou a informação sobre os repasses fornecidas pelo SAS e disse que seis parcelas de R$ 4 milhões ainda não foram pagas, o que totalizaria R$ 24 milhões. "De acordo com certidão emitida pelo FAS-PM [Fundo de Assistência Social da Polícia Militar]à AMAI, o valor pago pelo governo foi de pouco mais de R$ 8 milhões, referente apenas aos meses de setembro e outubro de 2012", diz o documento.
O superintendente do SAS, José Fernando Macedo, rebateu e disse que são apenas três parcelas de R$ 4 milhões cada uma que estão atrasadas total de R$ 12 milhões. Segundo ele, os valores são referentes aos recursos previstos para o mês de dezembro do ano passado e de janeiro e fevereiro deste ano. O pagamento referente ao último mês de 2012 deve ser realizado nesta semana, mas os valores referentes aos dois meses foi empenhado (incluído no orçamento) apenas agora e ainda deve demorar para estar disponível na conta do hospital.
"Em outubro, novembro e dezembro [de 2012] houve demora no repasse por falta de alguns documentos sem os quais não poderiam ser feitos os repasses. O hospital tinha pendências de tributos, que foram resolvidos no começo do ano. O governo não teve culpa nenhuma, porque se eu repasso o dinheiro, a improbidade administrativa cairia em cima do meu nome", justifica.
Macedo garantiu que a partir do pagamento dos R$ 12 milhões que ainda estão pendentes, referentes aos últimos três meses, os repasses serão normalizados. "Agora entra no ritmo normal. Teve problemas que não foram nossos, existiam essas pendências de tributos, mas isso foi revolvido", disse.



