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Litoral paranaense

Retrato falado de suposta sequestradora estava sendo divulgado em Matinhos

Imagem foi colada em paredes de lanchonetes da cidade. O boato cresceu ao ponto de moradores dizerem que haviam sido encontradas duas crianças mortas no cemitério da cidade, vítimas de magia negra

O mesmo retrato falado de uma suposta sequestradora de crianças que provocou o linchamento de uma mulher no Guarujá (SP), no sábado (3), está circulando em Matinhos, litoral paranaense, há pelo menos duas semanas. O boato se espalhou rapidamente na cidade litorânea, por meio de redes sociais e cópias da imagem coladas em lanchonetes do município.

A história é semelhante a da que culminou com o assassinato de Fabiane Maria de Jesus, 33 anos, na cidade paulista. Segundo o boato, haveria uma mulher sequestrando crianças para rituais de magia negra em Matinhos. A postagem ainda está no perfil de muitas pessoas da cidade, com detalhes até do bairro em que a suposta sequestradora teria sido vista. "Compartilhem pessoal, estão dizendo que viram essa mulher aqui em Matinhos, no Sertãozinho. Nossas crianças correm risco", diz a postagem. Neste a caso, o texto foi publicado em 17 de abril.

"Eu fiquei com muito medo. Achei que era verdade. Ainda mais porque falaram também que havia sido encontrado o corpo de duas crianças no cemitério da cidade. Só descobrimos que era mentira quando vimos o caso pela televisão", disse a moradora Luzia Costa. De acordo com informações da Delegacia de Matinhos, muitas pessoas ligaram buscando informações sobre o caso, principalmente, da história das crianças mortas no cemitério, que era desmentido pela polícia.

Alerta

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) fez um alerta nesta quarta-feira (7) sobre o boato e esclareceu que não há registros recentes de sequestros ou mortes violentas de crianças na cidade. De acordo com nota enviada pelo MP-PR à imprensa, "nem a polícia, nem a Promotoria de Justiça receberam denúncias ou informações nesse sentido".

A preocupação do MP-PR em desmentir o boato é para prevenir a população de um fato semelhante ao que aconteceu no Guarujá (SP). Na cidade paulista, segundo a equipe de investigação da delegacia do município, também não há nenhum registro de sequestros de crianças na cidade.

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