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Reajuste salarial

Reunião termina sem acordo, mais uma vez

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Servidores e prefeitura voltaram a se sentar na mesma mesa ontem, mas, mais uma vez, não chegaram a um acordo. O impasse continua sendo o porcentual do reajuste salarial que será dado ao funcionalismo público de Curitiba. Enquanto os servidores afirmam que a administração não apresenta nenhuma proposta concreta de aumento, representantes da prefeitura alegam ser impossível oferecer um reajuste além dos 6,5% já aprovados pela Câmara de Vereadores, em virtude da crise financeira mundial. Estiveram presentes na reunião membros dos sindicatos dos servidores do magistério (Sismmac) e dos servidores públicos (Sismuc) e os secretários de Governo, Rui Hara, e de Recursos Humanos, Paulo Schmidt.

Os servidores municipais mantém o pedido de reajuste de 39,52%. A principal reivindicação da categoria é pela reposição de perdas acumuladas ao longo dos últimos dez anos. "Não dá para negociar as perdas. Essa é uma dívida que a prefeitura tem conosco", defendeu Irene Rodrigues dos Santos, presidente do Sismuc. Segundo ela, a administração tem agido de maneira desrespeitosa e intransigente, deixando a categoria sem alternativa além da manutenção da greve. "Sempre estivemos e continuamos abertos à negociação. Mas, enquanto a prefeitura endurecer o jogo, continuaremos parados", revelou.

"A prefeitura não pode assumir nenhum compromisso agora, sob o risco de não conseguir cumprir mais à frente", argumentou o secretário Paulo Schmidt. Segundo ele, o aumento já aprovado de 6,5% será lançado na folha de pagamento a partir deste mês e os servidores que faltarem ao trabalho por causa da greve terão as ausências descontadas no salário. Schmidt ainda declarou que irá tomar as devidas medidas judiciais, caso os sindicatos impeçam funcionários e a população de entrar nos locais de atendimento público.

Sem piquetes

Irene negou boatos de que os sindicatos estejam programando piquetes em escolas e unidades de saúde para tentar convencer mais funcionários a aderirem ao movimento. "Somos contra piquetes. Nossa estratégia é a conversa com cada servidor no seu local de trabalho." A presidente do Sismuc contou que a comissão de negociação dos servidores voltará à sede do Executivo hoje à tarde na tentativa de obter um posicionamento diferente em relação ao reajuste.

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