Rio de Janeiro - Eram 22h15 de uma quentíssima noite no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Por sorte, eu não estava na rua. Havia acabado de pôr minha filha para dormir e me dirigia até a geladeira para pegar uma latinha de cerveja. O objetivo era relaxar para acompanhar o segundo tempo do jogo Campinense x Vasco, pela Série B. De repente, apagão geral.
Preocupação e revolta! A que horas voltará a luz? Quero ver meu Vascão ser campeão. Mas, em pleno século 21, ainda há falta de luz em uma cidade como o Rio de Janeiro.
Daí, lembrei: tenho um radinho de pilha. Não só pude ouvir o restante da partida como soube que o problema era em boa parte do Brasil. Em época das mais avançadas tecnologias, fui salvo por um radinho de pilha.
A curiosidade aumentou. Fui para a janela, como aquela tia solteirona do interior, observar os perigos pelos quais passavam pedestres e motoristas nas belas, porém perigosas, ruas de Copacabana. Pude ver gente correndo, carros freando bruscamente, pessoas pedindo abrigo nas portarias dos prédios; afinal, o Rio de Janeiro, de dia, não está dos mais seguros, quanto mais à noite e sem luz.
Foi, sem dúvidas, uma noite preocupante, principalmente com o futuro. O problema pode ter vindo do céu, mas aqui na terra estamos preparados para enfrentá-lo? Que até a Copa de 2014 e os Jogos de 2016 tenhamos essa resposta. Enquanto pensava nisso, a criança acordou, a cerveja esquentou e o Vasco não foi campeão. Ainda.



