
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) acusa a prefeitura de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) de despejarem detritos no Rio Atuba, na região do Bairro Alto, na capital paranaense. O MP-PR aponta a prefeitura da cidade da RMC como autora de obras de desvio em tubulações que ocasionaram o despejo de esgoto e água da chuva no rio. A Sanepar é responsabilizada pela falta de coleta de esgoto no local e pelo despejo de água contaminada.
Segundo o MP, dejetos domésticos, detritos industriais e água da chuva são despejados dentro do Parque Histórico de Curitiba, no Bairro Alto. A ação pede que a prefeitura faça adequações e que a companhia instale uma rede coletora de esgotos domésticos para o devido tratamento.
O órgão entrou com ação civil pública no fim de outubro e pede que o município de Pinhais "remova as tubulações de drenagem", além de "regularizar o lançamento de águas pluviais contaminadas."
Outro lado
A Sanepar informou que ainda não foi notificada da denúncia do MP-PR e que, por isso, não tem condições de comentar o caso.
A prefeitura de Pinhais emitiu uma nota, na tarde de ontem, em que se exime de qualquer culpa, afirmando que "os serviços relacionados à rede coletora de esgoto são de responsabilidade da Sanepar".
De acordo com a prefeitura de Pinhais, nos últimos quatro anos não foram realizadas obras em tubulações na região conhecida como "Vilinha". O município assegura que não foi notificado pelo MP-PR e que não recebeu sequer um pedido de informações do órgão. A prefeitura afirma ainda que o Atuba não é um rio de Curitiba, mas sim um rio que faz divisa entre a capital paranaense e Pinhais.
Em outra situação, em setembro deste ano, a Sanepar foi citada pela Polícia Federal durante a "Operação Iguaçu Água Grande", que apurou casos de poluição no Rio Iguaçu.







