O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, concedeu uma entrevista coletiva por volta das 20 horas deste domingo para fazer uma das primeiras avaliações públicas sobre a operação deste domingo, que reconquistou o comando do Complexo do Alemão. De acordo com Beltrame ainda não há um balanço fechado de presos, feridos e apreensões.

Para o secretário a operação alcançou seu principal objetivo. "Marginal sem casa, marginal sem arma, marginal sem território, marginal sem moeda de troca é muito menos marginal do que era antes", declarou. Ele complementou ainda: "O Alemão era o coração do mal".

Beltrame se mostrou satisfeito com os resultados alcançados após a megaoperação que reuniu perto de 3 mil policiais militares, federais, civis e o Exército. "Não vencemos a guerra, mas vencemos a mais importante e difícil batalha".

"A recuperação do território é uma função e objetivo que estabelecemos como um dos principais propósitos da nossa política. Não vamos nos afastar disso. Se gerou uma expectativa de solução para um problema. A partir daí acredito cada vez mais que nós conseguiremos vencer essa luta, vencer esses problemas", observou.

O secretário agradeceu a participação de todos os envolvidos na ação. "Nada seria possível nessas circunstâncias sem este esforço e participação que se fazem presentes, considerando aí também a Secretaria estadual de Saúde e Corpo de Bombeiros. A Secretaria (de Segurança) não vai abrir mão de qualquer tipo de ajuda, porque esse não é um problema só da Segurança, mas de toda a sociedade de bem contra o crime".

Apesar dos esforços, Beltrame garante que ainda há muito a se fazer. "Não resolvemos todos os problemas, a caminhada é grande, há muito que se fazer, mas já se deu um passo importante". A ocupação no Alemão, segundo ele, é por tempo indeterminado. "Posso garantir que aquela área vai permanecer ocupada, vai permanecer policiada".

Além de Beltrame, também participaram da coletiva o superintendente da Polícia Federal, Ângelo Gioia, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Vital, e general Adriano Pereira Júnior, do Comando Central do Leste.

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