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Região metropolitana

Sem providências, cadeia de São José dos Pinhais continua sob risco de epidemia

Há mais de dez dias, três presos estão com sintomas de tuberculose, mas não foram isolados nem transferidos. Equipes da saúde da prefeitura não conseguiram realizar exames nos detentos

Com a superlotação, presos dormem no corredor, fora das celas, segundo a comissão | Comissão de Direitos Humanos, OAB-PR
Com a superlotação, presos dormem no corredor, fora das celas, segundo a comissão (Foto: Comissão de Direitos Humanos, OAB-PR)
Para 87%, cadeia é adequada já aos 16 anos. |

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Para 87%, cadeia é adequada já aos 16 anos.

Segundo comissão da OAB-PR, cadeia da delegacia de São José dos Pinhais é considerada a pior da região metropolitana |

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Segundo comissão da OAB-PR, cadeia da delegacia de São José dos Pinhais é considerada a pior da região metropolitana

Baratas infestam vão, próximo ao teto de cela da cadeia de São José dos Pinhais |

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Baratas infestam vão, próximo ao teto de cela da cadeia de São José dos Pinhais

Considerada a carceragem mais problemática de Curitiba e região metropolitana , a cadeia de São José dos Pinhais vive, desde o início de outubro, sob risco de uma epidemia de tuberculose. Três presos da unidade apresentaram sintomas da doença, mas, em dez dias não foram isolados dos demais detentos e sequer foram submetidos a exames para confirmar se estão contaminados.

O caso veio à tona após denúncia da comissão de direitos humanos, da subseção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR). Segundo a vice-presidente da entidade, Isabel Krugler Mendes, os presos sob suspeita apresentavam febre alta e escarravam sangue. "Apesar disso, de todas as denúncias e de termos acionado os órgãos competentes, nenhuma providência foi tomada", disse Isabel.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a prefeitura de São José dos Pinhais informou que equipes do Programa Municipal de Controle de Tuberculose fariam uma ação preventiva na cadeia na segunda-feira (10), mas foram orientados pela polícia a adiar a vistoria. Segundo o órgão, houve uma tentativa de fuga na madrugada de segunda-feira, o que dificultaria os trabalhos.

A assessoria da prefeitura confirmou que os exames ainda não foram realizados e que os presos sob suspeita permanecem nas celas. A Gazeta do Povo não encontrou o delegado Gil Rocha Tesseroli, para dar detalhes sobre a situação da carceragem.

Na avaliação da comissão de direitos humanos da OAB-PR, a cadeia de São José dos Pinhais é a que apresenta as piores condições. Segundo Isabel, no início do mês havia 146 homens detidos em um espaço projetado para 36 pessoas. O relatório da comissão aponta que não há colchonetes para todos os presos. Para dormir, alguns se deitam no corredor, do lado de fora das celas. As instalações estão infestadas de baratas, com superaquecimento e infiltrações, segundo Isabel. "Insalubridade é pouco para definir as condições", disse a vice-presidente da comissão.

Caxumba

Segundo a comissão da OAB-PR, já é de normalidade a situação da carceragem do 12º Distrito Policial (DP), no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. Na semana passada, a cadeia viveu um risco de surto de caxumba, depois que cinco casos da doença foram confirmados. Os presos, no entanto, foram transferidos e a Vigilância Sanitária da capital realizou ações preventivas para evitar que novos casos ocorressem.

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