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Sem-terra ocuparam a entrada da sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Ponta Grossa (PR), na manhã desta segunda-feira (9). Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cerca de 150 manifestantes participam do ato.

O movimento reivindica que a Embrapa acelere o processo de liberação do título de propriedade de uma área de 630 hectares (o equivalente a 630 campos de futebol) ocupada por 48 famílias há 11 anos. O acampamento, batizado de Emiliano Zapata, ocupa 15% do terreno que pertence à Embrapa. Os manifestantes pedem o desmembramento das terras.

O grupo que ocupou a área montou barracas de lona e promete não deixar o local enquanto a Embrapa não se comprometer a liberar o título de propriedade e, assim, permitir que o acampamento seja transformado em um assentamento.

Como funcionários da empresa foram impedidos de entrar para trabalhar, a reportagem não conseguiu conversar, por telefone, com nenhum servidor que esteja no local.

RegularizaçãoDe Brasília, a Embrapa garantiu, por meio de nota, que já está providenciado a regularização da área.

O georreferenciamento do terreno está em fase de finalização e deve ficar pronto nos próximos dias. Tão logo os laudos e certificados estejam prontos, a documentação será enviada ao cartório responsável por emitir a matrícula do imóvel.

De acordo com o MST, desde que o sem-terra acamparam no terreno, em 2003, o monocultivo da soja foi substituído pelo plantio de diversos tipos de hortaliças vendidas em feiras livres e ao Programa de Aquisição de Alimentos do governo. As famílias acampadas também praticam agricultura de subsistência e criam animais no local.

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