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Saúde

Subnotificação mascara dados

O número de casos de dengue confirmados em Maringá, no Noroeste do estado, pode ser 15% maior devido às subnotificações. O termo caracteriza as pessoas que apresentam sintomas da doença, mas não vão às unidades básicas de saúde (UBS) ou aos hospitais públicos, e ficam em casa esperando melhorar ou se tratando por conta própria. A estimativa é da própria Secretaria Municipal de Saúde, que já contabiliza 688 pacientes de dengue na cidade.

A família do bancário Idevaldo Bergossi Martins, 48 anos, tem três pessoas com dengue. Nenhuma delas foi até uma UBS ou hospital para registrar os casos. "Não vou até lá encher mais o posto de saúde só para aumentar a estatística", justificou Martins, que começou a sentir dores e febre no último dia 20. Apesar disso, ele revelou que a família não deixou de se cuidar. As orientações foram passadas pelo médico do convênio de saúde bancário, fazendo com que ele ficasse quatro dias em repouso e tomando medicamentos.

A estudante de Educação Física, Luciana Rita Santana, 31 anos, também não foi ao sistema público de saúde quando desconfiou que podia ser dengue. Ela esperou um dia, pois estava apenas com dor de cabeça. "Achei que era normal porque sempre tenho dor de cabeça", comentou.

Como as dores passaram para outras partes do corpo e surgiram outros sintomas, como manchas vermelhas na pele, ela foi até um médico particular no terceiro dia de suspeita. A dengue foi confirmada por meio de um exame. A universitária está há dez dias com a doença e permanece em repouso em sua casa tomando três remédios passados pelo médico.

O secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, garante que os casos registrados em clínicas e hospitais particulares estão registrados nos índices divulgados oficialmente pela prefeitura. Ele explica que um veículo da Vigilância Epideomológica circula diariamente pela rede de saúde recolhendo os dados de doenças como dengue, aids, tuberculose, hepatite, entre outras. Mas ele não descarta a hipótese de que algum local não tenha repassado os dados.

Nardi orienta a população que não tente tratar a dengue com auto-medicação. "Tanto pode ser uma virose como ser dengue, que pode se transformar em febre hemorrágica e matar", alerta.

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