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], que representa os estudantes da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, alunos afirmaram que os visitantes de “extrema direita” teriam tentado convencer alunos a “irem pra direita”.\n\n“A gente não aceitou”, disse uma estudante com os símbolos do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do comunismo em sua camiseta. “Não naturalizamos que a política do extermínio seja parte do jogo democrático!”, continuou. Segundo ela, durante o tumulto, estudantes teriam sido agredidos com spray de pimenta.\n\nOutra estudante, também com símbolo do comunismo estampado na camiseta, se referiu aos influenciadores como “corja da extrema direita” e “esgoto da sociedade”. Ela lembrou que os mesmos visitantes já foram expulsos por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e ressaltou que, “na UFMG, fascista não se cria”.\n\nUniversidade afirmou estar comprometida com o “pluralismo de ideias”\n\nEm nota, a UFMG manifestou seu comprometimento histórico com “a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o respeito à convivência democrática”. Para isso, ressaltou que “seus espaços são abertos ao debate público e à livre manifestação de ideias”.\n\nNo entanto, a instituição pontua que “todas estas atividades, em especial aquelas que envolvam mobilização organizada ou que tenham potencial de conflito, devem observar os procedimentos institucionais, sob pena de comprometer as condições adequadas de convivência acadêmica”. A instituição não detalhou os procedimentos que devem ser adotados.\n\nAinda segundo a UFMG, a segurança universitária atuou na última quarta-feira (23) para “preservar a integridade das pessoas e restabelecer as condições de normalidade no local”. Os influenciadores deixaram o espaço sob escolta.\n\nA Gazeta do Povo tentou contato com Douglas Garcia e Marília Amaral, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.","isAccessibleForFree":false,"hasPart":{"@type":"WebPageElement","isAccessibleForFree":false}},{"@type":"WebSite","@id":"https://www.gazetadopovo.com.br/#website","url":"https://www.gazetadopovo.com.br","name":"Gazeta do Povo","inLanguage":"pt-BR","publisher":{"@id":"https://www.gazetadopovo.com.br/#organization"},"potentialAction":{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https://www.gazetadopovo.com.br/busca/?q={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}},{"@type":"Organization","@id":"https://www.gazetadopovo.com.br/#organization","name":"Gazeta do Povo","url":"https://www.gazetadopovo.com.br","logo":{"@type":"ImageObject","url":"https://media.gazetadopovo.com.br/2025/02/11140703/og-image-192x192-1.png","width":600,"height":60},"sameAs":["https://www.facebook.com/gazetadopovo","https://twitter.com/gazetadopovo","https://www.instagram.com/gazetadopovo/","https://www.linkedin.com/company/gazeta-do-povo/","https://www.youtube.com/user/GazetadoPovo"]}]}
Pluralismo de ideias

Tentativa de debate em universidade pública termina em agressão e gritos de “recua, fascista”

Dois influenciadores e pré-candidatos ao cargo de deputado estadual tentaram debater com estudantes de Filosofia da UFMG, mas precisaram deixar o local sob escolta.
Dois influenciadores e pré-candidatos ao cargo de deputado estadual tentaram debater com estudantes de Filosofia da UFMG, mas precisaram deixar o local sob escolta. (Foto: Reprodução/Instagram/@douglasgarciasp)

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Uma tentativa de debate em um espaço ao ar livre na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), terminou com empurrões, chutes e gritos de “recua, fascista”. O caso foi registrado na última quarta-feira (22), quando dois influenciadores desafiaram estudantes a “provar” que o presidente Lula (PT) seria “melhor para o Brasil” do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em nota, a universidade afirma que não foi notificada previamente e que “a gravação de conteúdo de cunho político” gerou “reações espontâneas por parte dos estudantes, o que culminou em um episódio de tensão e violência”.

Pelas redes sociais, o influenciador e pré-candidato a deputado estadual por São Paulo, Douglas Garcia (União), afirmou que sua intenção era promover um debate com os alunos. Para isso, ingressou na universidade com alguns assessores e com a advogada Marília Amaral, pré-candidata a deputada estadual por Minas Gerais e esposa do deputado federal Junio Amaral (PL-MG).

“Mas a Marília foi agredida e eu tive que defendê-la desses marmanjos que estavam indo pra cima de uma mulher”, disse. Em um dos vídeos publicados em sua página, Douglas aparece questionando um estudante após o tumulto. “Você diz defender as mulheres? Covarde!”.  

De acordo com Marília, a “confusão” ocorreu devido à “derrota” dos militantes na dinâmica proposta. Na ação, foi levado um cartaz em tamanho real do ex-presidente Jair Bolsonaro e lançado o desafio de um Pix no valor de R$ 500 para quem provasse que Lula seria melhor que Bolsonaro para o Brasil.

No entanto, nenhum estudante teria conseguido. “Não tem condição um ser humano ser tão sem argumento, tão raso, tão vazio como esses militantes”, afirmou Marilia. “E como eles tomaram uma surra no debate, responderam com a única linguagem que sabem, que é a linguagem da violência”, relatou em vídeo publicado após as agressões.

Estudantes da UFMG se manifestaram nas redes sociais usando camisetas com símbolo do comunismo

Pelas redes sociais do Diretório Acadêmico Idalísio Soares Aranha Filho, que representa os estudantes da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, alunos afirmaram que os visitantes de “extrema direita” teriam tentado convencer alunos a “irem pra direita”.

“A gente não aceitou”, disse uma estudante com os símbolos do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do comunismo em sua camiseta. “Não naturalizamos que a política do extermínio seja parte do jogo democrático!”, continuou. Segundo ela, durante o tumulto, estudantes teriam sido agredidos com spray de pimenta.

Outra estudante, também com símbolo do comunismo estampado na camiseta, se referiu aos influenciadores como “corja da extrema direita” e “esgoto da sociedade”. Ela lembrou que os mesmos visitantes já foram expulsos por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e ressaltou que, “na UFMG, fascista não se cria”.

Universidade afirmou estar comprometida com o “pluralismo de ideias”

Em nota, a UFMG manifestou seu comprometimento histórico com “a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o respeito à convivência democrática”. Para isso, ressaltou que “seus espaços são abertos ao debate público e à livre manifestação de ideias”.

No entanto, a instituição pontua que “todas estas atividades, em especial aquelas que envolvam mobilização organizada ou que tenham potencial de conflito, devem observar os procedimentos institucionais, sob pena de comprometer as condições adequadas de convivência acadêmica”. A instituição não detalhou os procedimentos que devem ser adotados.

Ainda segundo a UFMG, a segurança universitária atuou na última quarta-feira (23) para “preservar a integridade das pessoas e restabelecer as condições de normalidade no local”. Os influenciadores deixaram o espaço sob escolta.

A Gazeta do Povo tentou contato com Douglas Garcia e Marília Amaral, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

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