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São José dos Pinhais

Terceiro suspeito de participação em triplo homicídio deve se apresentar à polícia

Ligação telefônica à delegacia informou que acusado pretende se entregar. Investigações apontam que ele intermediou venda de fuzil a acusados

A delegacia de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, aguarda que Carlos Augusto Cardoso se apresente espontaneamente nos próximos dias. Na manhã desta quarta-feira (14), a polícia recebeu uma ligação telefônica, informando que Cardoso se entregaria e que queria negociar sua rendição. Ele é acusado de envolvimento no assassinato de um casal de advogados e de uma agente de apoio da Polícia Civil, ocorrido no dia 28 de junho.

Foram mortos o advogado criminalista Teomar Piaceski, 38 anos; a mulher dele, Lidiane Cristine Cortes Muhlstedt, de 28 anos, que era advogada trabalhista; e Marli Salete Jacob Muller, 54 anos, que era mãe de Piaceski.

Na quinta-feira (8), a polícia prendeu Mauricio de Oliveira, de 24 anos, e Marcelo Klaus Correia Peruci, 28, acusados de terem participado do crime. As investigações apontaram que o triplo homicídio foi motivado por um fuzil de uso restrito do Exército que havia sido vendido pelo advogado a Oliveira e a Peruci. A arma teria apresentado defeitos e Piaceski teria se negado a devolver à dupla os R$ 2 mil, que havia recebido como pagamento. De acordo com as investigações, Cardoso trabalhava em um posto de gasolina e teria intermediado a venda da arma.

Oliveira e Peruci foram presos em suas respectivas casas, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. De acordo com a polícia, eles integravam uma quadrilha que comanda o tráfico de crack na região e que chegava a vender cerca de dois quilos da droga por mês. Com os dois, foram encontradas quatro armas de fogo, inclusive as usadas no crime. O fuzil também foi recuperado pela polícia.

Piaceski e Lidiane estavam casados há apenas 45 dias. Marli, mãe de Piaceski, trabalhava em Matinhos, onde atuava como agente de apoio da Polícia Civil, e estava em Curitiba para visitar o filho.

Oliveira e Peruci estão detidos na carceragem da delegacia de São José dos Pinhais, onde permanecem até o fim das investigações. Com a conclusão do inquérito policial, eles devem ser encaminhados ao Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana.

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