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Potencial Construtivo

Títulos não são decisivos para concluir Linha Verde

Com valor 62% maior, Cepacs do segundo leilão renderam bem menos do que o primeiro. Resultado ruim é amenizado por inclusão da obra no PAC

  • Raphael Marchiori
A transformação do trecho urbano da BR-116 começou em 2007 |
A transformação do trecho urbano da BR-116 começou em 2007
 
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Apontadas inicialmente como uma das principais fontes de recursos para o pacote de obras da Linha Verde, principalmente no trecho norte, as negociações dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac) já não são tão determinantes assim para a conclusão da via que corta 22 bairros de Curitiba.

De acordo com o secretário municipal do Planejamento, Fábio Scatolin, a inclusão do trecho urbano da BR-116 no PAC Mobilidade Urbana, que trará mais R$ 268,5 milhões via financiamento federal para as intervenções no local, fez com que o valor arrecadado com os títulos virasse apenas um complemento no projeto.

“O objetivo desse leilão, basicamente, é complementar a Linha Verde. Estamos com quase R$ 300 milhões do governo federal pra aplicar nessa via. Atualmente, a restrição maior não é arrecadar dinheiro [com os leilões] e sim dar liquidez aos pequenos empreendedores que fizeram seus empreendimentos na região”, afirmou o secretário.

Até o momento, já foram comercializados R$ 34,7 milhões desses títulos na Bolsa de Valores de São Paulo – 77% desse valor no primeiro leilão. O da última quinta-feira vendeu menos de 20% dos títulos ofertados e rendeu R$ 6,4 milhões. A expectativa inicial era de que a ferramenta rendesse ao todo R$ 1,2 bilhão aos cofres municipais – quantia que dependerá de novos leilões. Ainda não há uma data para o próximo leilão.

O preço do segundo leilão partiu de R$ 325, contra R$ 200 de valor inicial do primeiro. Para o economista Fábio Tadeu Araújo, da Brain Consultoria, isso explica a baixa procura. “A principal explicação para esse fracasso é o preço. O valor do primeiro leilão já era alto para o padrão de empreendimentos que devem se instalar na Linha Verde. Além disso, se o mercado imobiliário tivesse tido um aumento como esse dos Cepacs, o mundo teria vindo abaixo”, argumentou.

Scatolin, entretanto, vê a operação como algo para médio e longo prazos. “O projeto do Cepacs é para daqui 20 anos e quase R$ 7 milhões arrecadados não é pouco. Os leilões da Operação Água Espraiada de São Paulo também oscilaram e somente depois do quinto ou sexto é que eles começaram a ter a demanda esperada.”

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