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Papa Bento XVI

Três beatos brasileiros estão na fila para também se tornar santos

São Paulo – Três beatos brasileiros estão na fila para serem canonizados. Um quarto beato que viveu no Brasil, mas nasceu na Espanha, também está na lista. Todos terão de ter pelo menos um milagre comprovado parar se tornarem santos.

A primeira na fila da canonização é Albertina Berbenbrock, de Santa Catarina. A missa de beatificação está marcada para o dia 20 de outubro deste ano. Ela é conhecida como a Maria Goretti (santa italiana que, em 1902, teve morte semelhante à de Albertina) brasileira.

Albertina Nasceu em 11 de abril de 1919, em Imaruí. Foi assassinada no dia 15 de junho de 1931, aos 12 anos de idade, depois de uma tentativa de estupro. Ela está enterrada dentro da Igreja São Luiz, construída no local crime. A ela foram atribuídos milagres após sua morte violenta. Os milagres seriam obtidos por invocação junto a seu túmulo, o que motiva peregrinações.

No dia 21 de outubro, será realizada a missa de beatificação do padre espanhol Emanuele Gómez González, que viveu em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. Ele era um missionário e o único padre na região do Alto Uruguai. Foi assassinado por causa de suas crenças religiosas no dia 21 de maio de 1924.

Emanuele visitava as comunidades do Alto Uruguai acompanhado do coroinha Adílio Daronch, que também foi morto.

O coroinha brasileiro Adílio Daronch, que acompanhava o padre Emanuele nas peregrinações pela região do Alto Uruguai, também terá sua missa de beatificação no dia 21 de outubro. Há indícios de que as mortes de Adílio e do padre Emanuele podem estar relacionadas a problemas fundiários. Eles davam sepultura digna a pessoas mortas por questões de terra e jogadas em uma cachoeira.

Em Salvador (BA), no dia 25 de novembro, será realizada a missa de beatificação da irmã Lindalva Justo de Oliveira. Ela nasceu no município de Açu, no Rio Grande do Norte, em 1953. Lindalva coordenava o Abrigo Dom Pedro II, onde cuidava de 40 idosos do pavilhão masculino.

Ela foi assassinada na Sexta-feira Santa de 1993, com 44 facadas, por Augusto da Silva Peixoto, um dos abrigados. Peixoto tinha 43 anos, mas foi acolhido no abrigo de idosos. Ele assediava irmã Lindalva e a matou depois de ter recusadas as suas vontades sexuais. Os restos mortais dela estão na capela do abrigo onde ocorreu o crime.

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