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Sistema

Turno da noite foi tenso e prolongado em Itaipu

Foz do Iguaçu - Às 22h13 de terça-feira, a usina de Itaipu ficou às escuras. Começava uma "operação de guerra" para recompor o fornecimento de energia do país, cujos momentos mais tensos iriam até as 3 horas da madrugada de ontem. Onze técnicos estavam de plantão na usina binacional. Ao ser detectado o problema, alarmes soaram nas salas de controle e, automaticamente, a usina foi desligada.

Apesar do estresse provocado pelo evento inédito (nunca antes, nos 26 anos de funcionamento de Itaipu, a usina havia parado completamente), ao detectar a pane os operadores cumpriram os procedimentos necessários enquanto aguardavam a ordem do Operador Na­­cional do Sistema Elétrico (ONS) para restabelecer a geração de energia ao Brasil. Durante parte da noite, apenas duas unidades geradoras foram mantidas produzindo energia, enviada diretamente ao Paraguai, uma vez que não havia problema nas linhas de transmissão do país vizinho.

No pico do blecaute, por volta das 23 horas, a reportagem conseguiu o primeiro de quatro contatos que faria com Itaipu na madrugada. Do outro lado da linha, o operador com sotaque espanhol dizia "estar uma correria" e que só poderia falar dali a meia hora: "Aqui está uma correria para restabelecer as máquinas e não posso falar agora. Ainda não sabemos o que houve", disse o operador com a voz tensa e apressada. Horas mais tarde, o presidente da Itaipu, Jorge Samek, confirmou que houve falhas nas linhas de transmissão entre Ivaiporã (PR) e Tijuco Preto (SP).

O dia seguinte

O clima no dia seguinte ao apagão foi de tranquilidade nas dependências da usina de Itaipu. Nas áreas técnicas, funcionários responsáveis pela manutenção e pela operação de geração de energia trabalharam normalmente. As visitas turísticas ao complexo também não sofreram alterações. Quando a usina foi reintegrada ao sistema elétrico nacional, por volta da 1h44, apenas uma das 20 unidades geradoras não estava produzindo.

Um funcionário da binacional, que pediu para não ser identificado, contou que nenhuma equipe extra precisou ser acionada. "Assim que um problema afeta a usina, o primeiro passo é tentar retomar a geração. Como não foi possível, por não haver como transmitir, logo se concluiu que a pane não havia sido provocada por falhas no sistema de produção."

No momento em que ocorreu a pane no sistema elétrico, observa o técnico, Itaipu estava produzindo uma quantidade de energia bem abaixo da exigida em horários de pico, quando se aproxima dos 12 mil megawatts por hora.

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