
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) divulgou nota no início da noite desta quita-feira (5) afirmando que não havia césio 137 dentro da peça que motivou o isolamento do prédio do Centro Politécnico, no bairro Jardim das Américas, em Curitiba. Segundo a instituição, o material radioativo já havia sido retirado em fevereiro deste ano por um técnico de uma empresa especializada.
A peça faz parte de um equipamento (cintilador líquido) utilizado para medir amostras radioativas de baixa intensidade, de elementos como fósforo, iodo e carbono. O césio 137 foi retirado pelo técnico da empresa responsável pela distribuição da máquina no Brasil, permanecendo apenas o invólucro.
A UFPR garantiu que em nenhum momento houve risco à saúde das pessoas que estão no local. Conforme medição realizada em fevereiro pela empresa e confirmada nesta quinta-feira pelo professor Alfredo Marques de Oliveira, do Departamento de Química, a radioatividade constatada na peça é nula.
A cápsula removida, segundo a UFPR, encontra-se lacrada num invólucro de chumbo, guardada temporariamente no Setor de Ciências Biológicas da universidade, até ser remanejada para uma unidade de armazenamento em São Paulo, autorizada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, após a tramitação da documentação necessária, onde ficará em definitivo.
Isolamento
O prédio do Centro Politécnico permaneceu isolado por cerca de duas horas. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 10 horas com a informação de que uma ampola de césio 137 havia caído no chão e se rompido. O susto aconteceu quando uma máquina era transportada para um depósito de inservíveis da universidade. "É um equipamento utilizado em radiologia, mas que funciona com baixos índices de radiação", explicou o professor.
Para ele, a tensão no campus foi gerada desnecessariamente. "Isolamos uma área equivalente a um quarteirão de acordo com um protocolo padrão para o transporte de equipamentos que trabalham com material radioativo", diz.
O césio 137 é o mesmo material responsável pela morte de quatro pessoas e contaminação de outras centenas na cidade de Goiânia, em setembro de 1987. Na ocasião, o dono de um ferro velho abriu uma cápsula e, surpreso com a luz que a peça irradiava, levou para casa e mostrou para parentes e amigos.




