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Compostos extraídos de plantas podem eliminar aranha | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Compostos extraídos de plantas podem eliminar aranha| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Prevenção

Veja dicas importantes para evitar acidentes com aranha-marrom:

• A aranha-marrom monta tocas nas frestas e cobri-las ou limpá-las é muito importante. O aspirador de pó é uma arma eficaz.

• Atenção a gavetas, armários, bolsos e calçados. Como a aranha gosta de lugares secos e escuros, pode ser que ela tenha se escondido por ali.

• Não deixe a cama próxima à parede e evite que lençóis e cobertas toquem no chão. Dessa maneira, é mais fácil para a aranha se aproximar dos seres humanos.

• Caso tenha qualquer dúvida, entre em contato com o Centro de Controle e Envenenamento pelo 0800-41-0148.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Paraná (UFPR) está muito perto de criar um veneno natural contra a temida aranha-marrom. Nos últimos sete anos, o Paraná registrou 34.220 incidentes com o animal peçonhento, o que o torna o estado brasileiro onde há maior número de casos deste tipo.

O estudo do Departamento de Química da UFPR começou a apontar, no fim do ano passado, para a possibilidade de matar a aranha-marrom usando compostos naturais extraídos de plantas. "Em testes preliminares, também matou o escorpião amarelo com uma mistura com baixos níveis tóxicos ao ser humano", conta o coordenador do projeto, o professor Francisco de Assis Marques.

O trabalho ainda não está concluído e, neste ano, novos resultados devem ser obtidos, como a dose letal do componente que mata a aranha e a maneira com que ele deve ser aplicado. "O estudo tem que ser aprofundado agora. Com o calor que começa nesta época do ano, vamos coletar mais aranhas para fazer isso", diz Marques.

Ele destaca que as substâncias da mistura – guardadas a sete chaves – são usadas até para dar cheiro a alguns alimentos. "A grande surpresa da pesquisa foi descobrir que justamente componentes baratos e simples foram eficazes", ressalta o pesquisador, que já testou o produto na própria casa e, segundo ele, acabou com os aracnídeos.

Remanejo

Apesar de não conhecer a pesquisa da UFPR, o biólogo Emanuel Marques da Silva, da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), faz ressalvas em relação à ideia de usar um produto para solucionar o problema. "Essa é uma medida paliativa que oferece uma falsa alternativa para o controle da situação. Se você passar veneno em um ponto específico, a aranha vai apenas se deslocar para outro lugar", argumenta.

O biólogo comenta que matar uma aranha é fácil, o que é feito "até por água quente". A grande dificuldade, no entanto, não é matá-la, mas evitar que ela esteja próxima. A saída, então, é a mesma para qualquer tipo de animal: o remanejo ambiental. "Se você encontra a aranha-marrom, baratas, ratos e mosquitos da dengue, você pode e precisa mudar o ambiente em que o encontrou para que ele não more mais ali", explica.

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