Brasília O empresário Luiz Antônio Vedoin, apontado como um dos chefes da máfia das ambulâncias, confirmou à Polícia Federal a participação de 15 prefeitos de cidades em Mato Grosso no esquema de fraude ao recursos da União, com emendas feitas por deputados e até senadores, para a compra de equipamentos de saúde. Os nomes não foram divulgados. Desde quinta-feira, Vedoin está sendo ouvido em 43 dos 72 inquéritos a que responde. Faltam apenas 29, que deverão ser concluídos até terça-feira. Até o momento, segundo o delegado Diógenes Curado, nenhum parlamentar foi indiciado ou inocentado pela PF. O prazo para conclusão dos inquéritos, instaurados em 2004 e 2005, é de 90 dias.
O delegado informou que, diante das acusações, prefeitos e representantes de comissões de licitação de diversos municípios de Mato Grosso e de outros estados começarão a ser ouvidos pela Polícia Federal nos 72 inquéritos que apuram o envolvimento de políticos com a máfia dos sanguessugas.
De acordo com o delegado, Vedoin afirmou que os prefeitos recebiam propina, além de direcionar o resultado da licitação para favorecer o esquema.
Controle
O empresário disse ainda que "não tinha tanto controle em nível municipal, mas incumbia terceiros para atuarem junto às prefeituras".
Ele chegou a minimizar a participação dos prefeitos e ex-prefeitos dizendo que a maioria deles não teria recebido propina.
A máfia das ambulâncias, um esquema milionário fraudulento, que contou com a participação de parlamentares e funcionários do Ministério da Saúde, desviou mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos.



