
Veranistas que conhecem Morretes já sabem: muito mais do que o tradicional barreado, o município também é sinônimo de aventura. Quem quer fugir do convencional e aproveitar o verão de forma radical tem várias opções. A reportagem da Gazeta do Povo se aventurou, junto com um grupo de estudantes de Curitiba, por uma trilha em plena Mata Atlântica até o Salto São Luiz. O desafio? Acompanhar uma descida de rapel em cachoeira, esporte conhecido como cachoeirismo.
Para conduzir toda a trupe, um experiente guia: Edson Gualdezi, que há dez anos abandonou a profissão de segurança em Curitiba para desbravar caminhos no litoral paranaense. Ele explica que o passeio é recomendado para quase todas as idades. "Geralmente quem opta por esse percurso são famílias e grupos de estudantes. Recomendamos a idade mínima de 8 anos, mas tudo depende da estrutura física da criança. É importante que ela não seja tão pequena", diz.
Para chegar ao Salto São Luiz, é necessário ter força nas pernas. A trilha por mata leva 40 minutos. Apesar de ser um trecho de dificuldade moderada, o passeio ganha tons de dificuldade de acordo com o "humor de São Pedro". É que em dias de chuva, o caminho se torna liso e lamacento. Sair limpo ou ficar de pé por muito tempo é tarefa árdua. "Ainda assim não chega a ser considerado um passeio de alta dificuldade, mas passa a ser mais complicado do que com caminho seco", diz Gualdezi.
Tanto com céu aberto quanto encoberto, a recompensa para os aventureiros já aparece logo nos primeiros minutos. Na mata, que é secundária (ou seja, já foi reflorestada), exemplares quase em extinção acompanham os visitantes. Logo de início, uma figueira com tronco de dez metros de diâmetro. Mais à frente, palmiteiros adultos ainda conservados, mesmo com o ataque de extratores ilegais na região, e o xaxim, que tem o corte proibido, também marcam presença.
Para o professor de ciências Tim Kenny, que acompanhou a excursão, a aventura foi um aprendizado. "Podemos aprender muito com esse tipo de visita, além de nos divertimos bastante", garante. Acostumado com turismo ecológico, Kenny não teve dificuldade em vencer alguns desafios, como passar por árvores caídas no meio do caminho e fazer a travessia de dois pequenos riachos na região.
Cachoeirismo
No fim da trilha, o objetivo principal: a cachoeira de 12 metros do Salto São Luiz, o ponto mais próximo para realizar o cachoeirismo em Morretes.
A técnica é a mesma do rapel, descida com cordas por paredão. No caso do cachoeirismo, no meio de uma queda dágua. Embora o esporte em cachoeiras dessa altura possa ser praticado também por crianças, o guia deixa claro que é indispensável um profissional para acompanhar a descida. "O esporte deve ser praticado com toda a segurança possível", diz o guia.
O professor Kenny fez questão de que sua filha, Jessica, de 14 anos, provasse a sensação da descida no meio da água. Experiência que a adolescente definiu como incrível. "Já tinha feito rapel uma vez, mas na cachoeira é diferente, é mais liso e difícil. Mas o passeio todo já vale a pena", conta. Após a descida a jovem aventureira aconselha um bom mergulho na piscina natural, ao pé da cachoeira. "O único problema é a água, que é muito gelada", alerta.
*O repórter fez a excursão com a operadora de turismo Calango Expedições.
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Serviço
O rapel na Calango Expedições custa R$ 70 por pessoa e o preço inclui o equipamento. Para grupos de no mínimo 4 pessoas.
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Interatividade
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