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Alimentação

Uma temporada de prato cheio

Pesquisa da Abrasel mostra que média de gastos dos veranistas com alimentação em restaurantes do Litoral aumentou 36,3% neste verão

A família de Marcos Martins (de camiseta preta)  gasta  por dia cerca de R$ 40 por pessoa, dinheiro a mais que o dono do restaurante , Vandir Esmaniotto, espera investir no estabelecimento em Guaratuba | Jonathan Campos / Gazeta do Povo
A família de Marcos Martins (de camiseta preta) gasta por dia cerca de R$ 40 por pessoa, dinheiro a mais que o dono do restaurante , Vandir Esmaniotto, espera investir no estabelecimento em Guaratuba (Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)

Matinhos - Movimento recorde no Litoral, hábito de refeições fora de casa nas praias e o forte calor registrado no período de festas de fim de ano são os principais motivos para que o veranista venha gastando mais nesta temporada com alimentação do que em relação ao mesmo período do ano passado.

Pesquisa da regional paranaense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR) nos sete cidades do Litoral paranaense mostra que 65% dos empresários do ramo estão tendo lucro maior esse ano do que na temporada passada. A média de gasto por pessoa subiu de R$ 22 para R$ 30 - aumento de 36,3%.

O calor constante (que propicia o consumo de bebidas), o tempo instável (que atrai maior número de pessoas para os bares e restaurantes) e a falta de vontade ou de espaço que muitos turistas têm para preparar as próprias refeições impactam no resultado.

"Quem vem para a praia não quer ficar cozinhado. É por isso que os restaurantes estão tão cheios", afirma o diretor executivo da Abrasel-PR, Luciano Bartolomeu.

Na opinião do empresário Vandir Esmaniotto, proprietário do Restaurante Família Esmaniotto, em Guaratuba, a temporada realmente tem sido boa. Tanto que de 10 de dezembro até o Carnaval ele não pretende fechar as portas à tarde por causa do alto movimento.

Apesar de ter de reservar dinheiro para cobrir os custos da baixa temporada, os ganhos obtidos durante o verão vão ser todos reinvestidos no próprio estabelecimento. "Uma parte vai para equipamentos, outra para estrutura. E ainda pretendemos usar o acumulado dos outros anos para abrir um novo restaurante ainda em 2010", conta.

Mão aberta

A família do empresário Marcos Martins, 37 anos, de Curitiba, se enquadra no perfil de veranistas que têm gastos acima da média com alimentação nas férias de verão. Ontem, em Guaratuba, ele almoçava com a esposa, a também comerciante Ângela Martins, 30, o filho, Mateus Henrique Martins, 4, e os pais, os aposentados Antônio Carlos Martins, 61, e Vanice Ribeiro Martins, 61.

Mesmo com preços considerados altos, Martins não hesita em pagar mais caro para comer bem na temporada. Durante as férias, almoço e janta sempre são em restaurantes. A média diária de consumo por pessoa da família fica em R$ 40. "A gente já sabe que esse é o preço da temporada e vêm preparado para isso", afirma. "Também não dá para arriscar e comer em qualquer lugar", completa Ângela.

Já os amigos Claudemir Brito, 38, representante comercial, Caíque Luciani, 23, consultor de peças, e Anderson Proença, 35, comerciante, que moram em Goioerê, Região Centro-Oeste do estado, vão além: gastam R$ 100 por dia cada. "Trabalhamos o ano inteiro para isso , então temos de desfrutar", diz Luciani. "Comemos frutos do mar quase todos os dias e pizza de vez em quando. O máximo que fazemos em casa é um churrasquinho de carneiro", emenda Proença.

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