Do final de 2008 a março deste ano, 357 prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos no ano passado foram cassados por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa. Os números foram revelados ontem pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O levantamento teve como base dados da Corregedoria-Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi analisada a situação de 84,74% das zonas eleitorais do país.
Entre 119 vereadores cassados por compra de votos no período considerado, a maioria (50 casos) tinha atuação na região Nordeste. Também já perderam mandato 238 prefeitos e vices eleitos em 2008. O número de mandatos interrompidos pode crescer bastante nos próximos meses. A corregedoria do TSE contabiliza outros 4 mil processos relacionados à corrupção eleitoral ainda pendentes de conclusão, 3.124 deles referentes à compra de votos no último pleito.
Indefinição no Paraná
No Paraná, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não tem um levantamento concreto de quantos eleitos em 2008 foram cassados por compra de votos ou uso da máquina administrativa. O tribunal também não sabe precisar quantas cidades do estado ainda vivem uma indefinição sobre quem será o novo prefeito. Levantamento da Gazeta do Povo indica que ao menos oito municípios paranaenses ainda não sabem quem será o prefeito da cidade pelos próximos quatro anos. São eles: Palmas, Mamborê, Jundiaí do Sul, Candido de Abreu, Ângulo, São Sebastião da Amoreira, Rio Azul e Imbituva.
Na quarta-feira, o TRE-PR cassou o prefeito eleito de Ângulo, Erivaldo Lourenço (PMDB), que nem chegou a ser diplomado. A cidade está sendo comandada pelo presidente da Câmara Municipal. Como ainda não foi publicado o acórdão da decisão, ainda não é possível dizer o que acontecerá na cidade agora.
Já em Imbituva, região central do estado, uma nova eleição foi marcada e para agosto. Rio Azul (no Sul do estado) também vive uma situação indefinida. No dia 30 de abril, o TRE-PR cassou o mandato do prefeito eleito Vicente Solda (DEM), que tomou posse em janeiro.







