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Abertura de ‘janela’ para troca de partido aquece os bastidores de Brasília

Promulgação da Emenda 91 abre oficialmente o caminho para mudança de legenda até o próximo dia 19 de março, sem risco de perda de mandato

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  • Catarina Scortecci Correspondente
A deputada Christiane Yared já adiantou que vai deixar o PTN, mas não diz para qual partido deve se filiar. | Henry Milleo/Gazeta do Povo
A deputada Christiane Yared já adiantou que vai deixar o PTN, mas não diz para qual partido deve se filiar. Henry Milleo/Gazeta do Povo
 
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A promulgação da “janela” para troca de partido político, nesta quinta-feira (18), não vai trazer de imediato os novos tamanhos das bancadas na Câmara dos Deputados. Tudo indica que as negociações permanecerão intensas até o fechamento da “janela”, no próximo dia 19 de março.

Os 30 dias de “permissão” para troca partidária estão previstos na Emenda Constitucional 91, promulgada pelo Congresso Nacional (veja quadro).

Deputados federais pelo Paraná, que já confirmaram a intenção de migrar de partido, mas ainda não definiram a nova legenda, admitiram que ainda estão conversando com variadas siglas.

Para atrair políticos já testados pelas urnas, partidos têm oferecido de comandos de diretórios estaduais a cadeiras na direção nacional da sigla. Sem a possibilidade de financiamento privado das campanhas eleitorais, vetada no ano passado, os políticos também estão atentos ao modelo de distribuição interna dos recursos do Fundo Partidário, que passa a ser uma importante fonte de receita.

“Foram muitas propostas”, diz a deputada Christiane Yared, campeã de votos entre os paraenses eleitos no ano passado. Agora, ela quer sair do pequeno PTN, mas adianta apenas que deve seguir para um “partido mais robusto”.

Outro parlamentar paranaense, Alfredo Kaefer alega não ter espaço no PSDB local e confirma transferência para o nanico PSL.

Reflexos

Ainda não é possível prever quem perderá mais filiados – se partidos grandes ou pequenos, governistas ou de oposição ao Planalto. Analistas apostam em uma fragmentação geral.

Nos corredores do Congresso, arrisca-se, contudo, que legendas recentemente criadas, como o Partido da Mulher Brasileira (PMB), serão as mais prejudicadas com a “janela”. O PMB chegou a registrar a entrada de até 20 parlamentares. A maioria dos novos filiados estava insatisfeita com seus partidos de origem e encontrou no PMB a possibilidade de desfiliação sem risco de perder o mandato.

Desde 2007 até a aprovação de mais uma minirreforma eleitoral no final do ano passado, uma das possibilidades de troca de partido, sem risco de perder o mandato, era a migração para legendas recentemente criadas.

O “trampolim” foi usado por dois deputados pelo Paraná, Toninho Wandscheer e Assis do Couto, que saíram do PT no ano passado e foram “abrigados” pelo PMB. Agora, ambos estão em um processo de escolha de um novo partido, aproveitando a “janela”.

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