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Adams: sindicância interna apontou irregularidades | José Cruz/ABr
Adams: sindicância interna apontou irregularidades| Foto: José Cruz/ABr

O ministro da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, disse ontem que não vê "nenhum desconforto" em permanecer no governo mesmo depois de uma comissão de sindicância interna de sua pasta ter apontado indícios de irregularidade em sua atuação. Reportagem da Folha de S.Paulo de ontem mostrou que o ministro teria assinado pareceres envolvidos no esquema da Operação Porto Seguro.

Os integrantes da sindicândia interna consideraram que Adams foi além de sua competência ao assinar despacho sobre desmatamento em terras da União. A decisão beneficiou o esquema investigado pela Operação Porto Seguro. De acordo com a sindicância, Adams teria assinado sete documentos que interessavam ao grupo.

Por esse motivo, segundo a reportagem, a comissão interna da AGU recomendou abertura de processo disciplinar contra o ministro. O pedido, no entanto, foi arquivado pelo corregedor da AGU, Ademar Passos Veiga, 17 dias após ter sido proposto pela sindicância, composta por três servidores de carreira.

O caso

O ministro afirmou que não cometeu nenhuma irregularidade e que adotou procedimento semelhante a seus antecessores. "Nesse caso particular, se eu não pudesse aprovar esse parecer, teria de abrir processo por todos os antecessores porque todos aprovaram pareceres", disse ontem.

Adams ainda afirma que a sua situação continua a mesma no governo. "Eu acho que as coisas foram esclarecidas, o processo está correndo normalmente.Não vejo nenhum desconforto", completou.

A Operação Porto Seguro foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado e investigou a venda de pareceres técnicos de integrantes do governo para beneficiar empresários.

A PF chegou a fazer busca e apreensão na AGU. O braço direito de Adams, José Weber, foi denunciado pelo Ministério Público.

Outros servidores da AGU também tiveram os nomes envolvidos.

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