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solidariedade

ADPF sai em defesa de delegados responsáveis pela Lava Jato

Presidente da associação afirma que não serão aceitas intimidações referentes ao trabalho dos profissionais

A Comissão Nacional de Prerrogativas da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) realizou nesta segunda-feira (9) um ato de apoio aos delegados e policiais responsáveis pela Operação Lava Jato em Curitiba. O presidente da ADPF, Marcos Leôncio Ribeiro, esteve na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para conversar com os delegados que estão trabalhando nas investigações e garantiu que a associação vai cobrar condições de trabalho adequadas aos profissionais.

“É o momento da gente cobrar condições [dignas] de trabalho”, disse Ribeiro.

O presidente da ADPF também afirmou que é importante dar autonomia aos delegados responsáveis pelas investigações. “Qualquer tipo de operação sensível, que envolva interesses econômicos e políticos, tem pressão. Quando você tem representação de partidos políticos, de empreiteiras, é uma pressão legítima, mas também é uma forma de intimidar esses profissionais ”, o presidente da ADPF.

Pressão política

Ribeiro se referiu a duas representações questionando a Lava Jato feitas no mês passado. Uma delas, da empreiteira Odebrecht, é referente aos vazamentos de informações sigilosas a respeito da operação. Outra, do Partido dos Trabalhadores, questiona a linha de investigação da operação. De acordo com o partido, as investigações se concentram no período a partir de 2010, quando Dilma Rousseff (PT) foi eleita presidente, mas há indícios que o esquema começou em 1995, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Os delegados federais não receberam com naturalidade a representação da liderança do Partido dos Trabalhadores contra os delegados. É uma verdadeira interferência na autonomia que eles têm de presidir as investigações. Também sabemos de uma representação da empresa Odebrecht questionando a lisura do trabalho desses profissionais”, disse Ribeiro. “Nós encaramos isso como forma de tentativa de intimidação desses profissionais”, finalizou.

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