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Arruda (de terno): divergências políticas não atrapalharão relação. | Orlando Kissner/ANPr
Arruda (de terno): divergências políticas não atrapalharão relação.| Foto: Orlando Kissner/ANPr

O governador Beto Richa (PSDB) se reuniu nesta quinta-feira (2) com o novo coordenador da bancada paranaense em Brasília, o deputado federal João Arruda (PMDB). Segundo o parlamentar, a reunião fez parte de um conjunto de medidas para aproximar a bancada das demandas do governo do estado.

Na semana que vem, será a vez do chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, ir a Brasília se reunir com os deputados. “Queremos apresentar aos parlamentares os projetos do governo nas áreas de mobilidade urbana, saneamento básico e habitação popular que se encontram em Brasília”, disse o secretário à Agência Estadual de Notícias.

Para o Arruda, a bancada paranaense pode auxiliar o governador a ter uma relação “mais transparente” com o governo federal, acompanhando o andamento das demandas e intermediando a relação com os ministérios. Ele lembrou que esse foi um tema recorrente e “inoportuno” na campanha eleitoral.

Além disso, os dois lados discutiram a mudança nos indexadores das dívidas de estados e municípios com a União, aprovadas na Câmara no último dia 23. A estimativa é que o projeto resulte na economia de R$ 1 bilhão aos cofres do estado até 2040. Arruda diz ter comunicado ao governador que, apesar das diferenças políticas, os senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) devem votar a favor da medida.

Richa, por sua vez, pediu à bancada ajuda para resolver o atraso nos pagamentos de R$ 540 milhões para a saúde por parte do governo federal, relativos à compra de medicamentos e custeio de serviços do setor.

Divergências políticas

Arruda é sobrinho de Requião, e fez campanha contra Richa em 2014. Para ele, isso não deve ser um empecilho na relação com o governo. “Podemos concordar ou discordar da forma como ele governa, mas de maneira alguma vamos atrapalhá-lo. Vou trabalhar para o estado”, afirma. Ele disse, também, que não concorda com a maneira que o governador gere o estado, e fez críticas duras ao secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. “Ele só pensa em arrecadar para o governo, sem considerar o povo.”

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