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Presidente nacional do PSDB e provável candidato à Presidência em outubro, o senador Aécio Neves está confiante de que conseguirá reunir as assinaturas necessárias para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras. "Fizemos uma avaliação ontem a noite e há a possibilidade real de hoje nós alcançarmos no Senado o número de assinaturas. Por uma razão: a gravidade do tema e a percepção que há na opinião pública de que a questão está muito mal explicada", afirmou o tucano nessa quarta-feira, 26, em entrevista à rádio CBN.

No Senado, o número necessário de assinaturas é de 27. Para uma comissão mista, é preciso também o apoio de 171 deputados. O tucano tem a promessa de que o PSB, partido de Eduardo Campos, outro provável adversário de Dilma, assinará o pedido de CPI. Na conta do mineiro, além dos votos dos quatro senadores do PSB, está o apoio de parlamentares dissidentes. "Só há uma força maior do que a força do Executivo sobre o Legislativo, é a força da opinião pública", disse Aécio.

Além de Pasadena, o presidente do PSDB disse que uma CPI poderia investigar ainda a situação da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Inicialmente, a obra teria a participação da Venezuela, mas o país vizinho não pagou sua parte e a Petrobras abriu mão da cobrança, segundo reportagem do Estado. "Isso não é uma ação entre amigos, não pode ser uma quitanda. É uma empresa construída durante 60 anos e que leva mais um prejuízo pela ação inconsequente daqueles que a têm tratado como se fosse patrimônio pessoal nos últimos anos", afirmou o tucano.

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