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Castelo Odescalchi: cenário da festa do filho do vice de Agnelo | Divulgação
Castelo Odescalchi: cenário da festa do filho do vice de Agnelo| Foto: Divulgação

Itália

Filho do vice de Brasília se casa hoje em castelo de celebridades

Agência O Globo

Enquanto o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), procura se defender na CPMI do Cachoeira, seu vice, Tadeu Filippelli (PMDB), reúne hoje a nata da capital e líderes de seu partido numa festa no Castelo Odescalchi, em Ladispoli, a 40 minutos de Roma. O objetivo: celebrar o casamento de seu filho, Bruno Filippelli, com Gisela Jardim. Nesse castelo já foram realizados casamentos de celebridades internacionais, como o dos astros de Holywood Katie Holmes e Tom Cruise e o da cantora pop Christina Aguilera com o produtor Jordan Bratman.

Deputados e senadores peemedebistas, além do vice-presidente Michel Temer, foram convidados para a festa do vice de Brasília. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN), e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) confirmaram presença. Os noivos vão pagar o transporte dos convidados de Roma ao castelo.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), determinou o rompimento do contrato de limpeza pública que mantinha com a empreiteira Delta.

Nos bastidores, especula-se que a medida é uma tentativa de mostrar que Agnelo não tem relação com a empreiteira, suspeita de ter como sócio oculto o bicheiro Carlinhos Cachoeira. No inquérito da Polícia Federal sobre o esquema de Cachoeira, há referências de negociação e pagamento de propina a auxiliares de Agnelo. O governador irá depor à CPMI do Cachoeira na próxima quarta-feira.

O serviço de limpeza pública de Brasília vinha sendo cumprido com base em uma liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal desde dezembro de 2010. A decisão é de quarta-feira e a Delta tem prazo de dez dias para recorrer.

A empresa venceu a licitação aberta em 2007 e assumiu dois contratos – um de R$ 7 milhões e outro de R$ 3 milhões. A Delta começou a prestar os serviços em 2010, mas os documentos apresentados continham erros, e a construtora foi inabilitada. Por liminar, a empresa seguia executando o contrato, mas o documento foi cassado no mês passado pela Justiça.

As empresas Sustentare e Valor Ambiental, que perderam a licitação, vão assumir o serviço de coleta, transporte e tratamento de resíduos no lugar da Delta.

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