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Aílton Araújo comemora a vitória em eleição marcada por polêmicas e confusão | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Aílton Araújo comemora a vitória em eleição marcada por polêmicas e confusão| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Como votaram

Veja como ficou a divisão da Câmara de Curitiba na eleição para presidente da Casa:

Quem votou em Aílton Araújo

Aílton Araújo (PSC), Aladim Luciano (PV), Bruno Pessuti (PSC), Cacá Pereira (PSDC), Carla Pimentel (PSC), Cristiano Santos (PV), Dona Lourdes (PSB), Felipe Braga Côrtes (PSDB), Geovane Fernandes (PTB), Hélio Wirbiski (PPS), Jonny Stica (PT), Julieta Reis (DEM), Mestre Pop (PSC), Noêmia Rocha (PMDB), Paulo Rink (PPS), Paulo Salamuni (PV), Pedro Paulo (PT), Pier Petruzziello (PTB), Professora Josete (PT), Rogério Campos (PSC), Serginho do Posto (PSDB), Tiago Gevert (PSC), Tico Kuzma (Pros), Tito Zeglin (PDT) e Toninho da Farmácia (PP).

Quem votou em Chicarelli

Aldemir Manfron (PP), Beto Morais (PSDB), José Carlos Chicarelli (PSDC), Chico do Uberaba (PMN), Edmar Colpani (PSB), Dirceu Moreira (PSL), Jairo Marcelino (PSD), Jorge Bernardi (PDT), Mauro Ignácio (PSB), Sabino Pícolo (DEM), Valdemir Soares (PRB) e Zé Maria (SD). * Professor Galdino (PSDB) não estava presente na votação.

Eleitos

Membros da Mesa Executiva que tomará posse em 2015:

Presidente: Aílton Araújo (PSC)*

1º vice-presidente: Felipe Braga Côrtes (PSDB)

2º vice-presidente: Cristiano Santos (PV)

1º secretário: Pedro Paulo (PT)*

2º secretário: Paulo Rink (PPS)*

3º secretário: Serginho do Posto (PSDB)

4ª secretária: Dona Lourdes (PSB)

Corregedora: Noêmia Rocha (PMDB)**

Corregedora substituta: Professora Josete (PT)**

*Cargos compõem a Comissão Executiva

**Não fazem parte da Mesa, mas eleitas no mesmo processo

  • Dona Lourdes foi eleita quarta secretária da Casa

O vereador Aílton Araújo (PSC) foi eleito ontem presidente da Câmara de Curitiba pelos próximos dois anos. A escolha se deu depois que Araújo conseguiu montar um bloco partidário de 18 vereadores que, sendo o maior da Câmara, possibilitou que o grupo tivesse o direito de indicar o presidente. A partir daí, Araújo precisou apenas vencer a votação contra Chicarelli, do PSDC, por 25 a 12.

O grupo de Araújo também elegeu Pedro Paulo (PT) para a primeira secretaria, Paulo Rink (PPS) para a segunda secretaria e Cristiano Santos (PV) para a segunda vice-presidência. As outras três cadeiras foram reservadas para o bloco adversário. Ainda assim, Felipe Braga Côrtes (PSDB, vice-presidente), Serginho do Posto (PSDB, terceiro secretário) e Dona Lourdes (PSB, quarta secretária), aliados de Araújo em partidos do bloco adversário, lançaram candidaturas avulsas e venceram.

Liderados por Valdemir Soares (PRB), os dissidentes da Câmara não reconheceram o resultado. O vereador disse que vai entrar na Justiça para buscar a anulação do pleito.

Polêmica

Valdemir e seus aliados consideram que o bloco de Araújo não poderia participar da disputa. O requerimento de formação do bloco foi aceito somente depois das 18 horas, após o fechamento do setor de protocolo, e os vereadores pediram sua impugnação. Durante a sessão, o presidente da Câmara, Paulo Salamuni (PV), rejeitou o pedido, alegando que uma portaria de setembro determina que o horário final de expediente é 18h15 – o documento foi enviado ao protocolo às 18h, e registrado às 18h10.

O bloco de Araújo argumenta, também, que o atraso ocorreu porque Valdemir rasgou o documento, na segunda-feira. Apesar de pelo menos cinco testemunhas confirmarem o episódio, Valdemir nega e diz que o documento for rasgado pela própria chapa adversária para criar um factóide.

O PSDC também foi alvo de polêmica. O líder do partido, Cacá Pereira, inscreveu a legenda no bloco de Araújo, mas Chicarelli, amparado por uma decisão da direção estadual, colocou o PSDC no bloco de Valdemir (neste cenário, os dois blocos contariam com 16 vereadores). A confusão serviu de pretexto para a chapa do PSC pedir a impugnação da chapa do PRB.

Por fim, Salamuni preferiu não impugnar nenhuma das chapas e decidiu que o PSDC era parte da chapa de Araújo. A decisão gerou protestos dos vereadores Valdemir, Chicarelli e Chico do Uberaba (PMN).

Sem retaliação

Eleito pela maioria dos vereadores, Araújo disse que não acredita que as tensões da eleição se repitam durante o resto do mandato. "Não há porque eles [os adversários] temerem, não estou aqui para retaliação. Não serei mais o candidato de 25, mas o presidente dos 38 [vereadores]", disse. Ele completa, entretanto, que cabe aos adversários respeitar a vontade da maioria e aceitar a vitória.

Já Valdemir diz não reconhecer o resultado da eleição. "O bloco [de Araújo] se apresentou fora do prazo e a decisão [de Salamuni permitir a participação do bloco] não tem nenhum embasamento legal", diz. "Nossos advogados estão se reunindo para definir os próximos passos, mas com certeza teremos uma nova eleição."

Bastidores

Confira os melhores (e piores) momentos da eleição à presidência da Câmara de Curitiba:

Baixaria

Após o atual presidente da Casa, Paulo Salamuni (PV), rejeitar, de forma monocrática, requerimento pedindo impugnação da chapa adversária, Valdemir Soares (PRB) e Chico do Uberaba (PMN) partiram para cima da Mesa Executiva com o dedo em riste, aos berros. José Carlos Chicarelli (PSDC) foi além: gritando "ditador", "Pinochet" e "vergonha", ele jogou água nos integrantes da mesa.

Azarada

Aliás, Noêmia Rocha (PMDB), cujo gabinete foi palco dos episódios da última segunda-feira, não está tendo muita sorte nesta semana. Boa parte da água jogada por Chicarelli respingou nela, que senta na primeira fileira. Menos mal que, minutos mais tarde, ela acabou sendo eleita corregedora da Câmara.

Visita incômoda

Noêmia explicou porque só assinou o requerimento aderindo ao bloco de Aílton Araújo (PSC) aos 47 do segundo tempo. Ela disse que pretendia ir até o gabinete do colega por volta das 17h, mas acabou recebendo a visita de Valdemir, que tentava convencê-la a ficar neutra. Como ele não saía do gabinete, ela não se sentiu à vontade para sair também. Faltando poucos minutos para as 18h, chegaram os vereadores do bloco com o requerimento – e começou toda a confusão.

Torcida organizada

Teve até torcida organizada na eleição da Câmara. Dois grupos de servidores estavam postados nas galerias do plenário. Os da esquerda, apoiando Araújo; os da direita, Valdemir. Os dois grupos aplaudiam e vaiavam a sessão de acordo com o que acontecia. Por fim, a torcida da esquerda saiu mais alegre do embate.

Cavalo de Troia

Inicialmente um trunfo na chapa de Valdemir, o PSDB virou um cavalo de Troia. O partido estava dividido: Serginho do Posto e Felipe Braga Côrtes estavam com Araújo e Beto Morais com Valdemir – Professor Galdino estava neutro. Líder, Morais inscreveu a legenda na chapa de Valdemir. Entretanto, os dois adversários acabaram lançando candidaturas avulsas contra a liderança do partido, e conquistaram no voto mais duas cadeiras para a chapa de Araújo.

Unanimidade

Se desde segunda-feira o clima foi de tensão durante as eleições, a última votação da Mesa acabou tendo um clima bem mais leve. Aos 89 anos, Dona Lourdes (PSB) pleiteou a quarta secretaria. Os outros dois candidatos, Valdemir e Tito Zeglin (PDT), retiraram suas candidaturas. A vitória da vereadora foi festejada pelos colegas dos dois lados e por todos os presentes.

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