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O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) avaliou como a "decisão mais sensata" a saída de Antonio Palocci do cargo de ministro-chefe da Casa Civil, anunciada na tarde de hoje. "Os fatos revelados pelas reportagens (da imprensa), a fragilidade da defesa, o longo silêncio, tudo isso minou a autoridade política dele no cargo", afirmou o senador. "Foi a decisão mais correta", acrescentou.

Mesmo com a saída de Palocci, Nunes Ferreira defendeu a apuração das denúncias sobre a evolução patrimonial do agora ex-ministro. "Eu acho que é preciso, sim, apurar exatamente o que aconteceu", disse. O deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, comentou, em nota, que a saída de Palocci facilita a investigação sobre o seu "enriquecimento súbito".

"Não haverá mais blindagem do governo Dilma na Câmara para convocação, por exemplo. O foro privilegiado acaba e a sociedade não fica refém da decisão do procurador-geral, que foi omisso e se negou a investigar o ministro", afirmou, referindo-se à decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar representações de partidos de oposição que pediam a abertura de investigações contra Palocci. Para Freire, a investigação das denúncias contra Palocci será acelerada. "Ele vira um cidadão comum sem a proteção do governo", analisou.

Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o pedido de demissão do ministro da Casa Civil "foi bom para o Brasil, para o governo e para o ministro". "O processo político conduziu a este desfecho", disse, em nota.

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