Em um longo perfil publicado no sábado pelo jornal norte-americano The New York Times, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, é retratado como alguém direto, sem tato, mas que não tem medo de enfrentar o status quo brasileiro. Segundo o perfil, as ações recentes de Barbosa no julgamento do mensalão, além de outros casos no tribunal, tornaram o ministro do STF objeto de fascínio popular. Ainda assim, em entrevista concedida ao correspondente do jornal no Brasil, Simon Romero, Barbosa afirmou que seu temperamento não é o mais adequado para o jogo político. "Eu tenho um temperamento que não se adapta bem à política. Isso porque eu falo o que eu penso", disse Barbosa, personagem do "Saturday Profile" ("perfil de sábado") do NYT. "Não sou candidato a nada." Com relação à recente acusação que fez ao colega de STF, Ricardo Lewandowski, de que o magistrado estaria fazendo "chicana", Barbosa não se desculpou, ressalta o NYT. Ele disse que alguma tensão é necessária para o tribunal funcionar corretamente. "Sempre foi assim", disse ele, afirmando que os argumentos agora são apenas mais fáceis de se ver, porque os trabalhos do tribunal são televisionados.
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