Ato público na Assembleia paranaense defende a Petrobras | Priscila Forone/Gazeta do Povo
Ato público na Assembleia paranaense defende a Petrobras| Foto: Priscila Forone/Gazeta do Povo

Brasília - Quase dois meses depois de ter sido criada, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende apurar eventuais irregularidades na Petrobras e na Agência Nacional do Petróleo (ANP) deverá ser instalada hoje. Mas, às vésperas do início do recesso parlamentar, a CPI só vai começar a funcionar em agosto, quando os parlamentares voltam a trabalhar. Com o aval de parte da oposição, os líderes dos partidos governistas estudam não eleger nesta terça-feira o presidente da comissão nem indicar o relator. Esta é a quarta tentativa de instalação da CPI da Petrobras.

"É uma manobra protelatória não eleger o presidente. É um tiro no pé porque quanto mais adiarem mais vão empurrar a CPI para perto do período eleitoral", disse o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), ao explicar que o inquérito tem o prazo de 180 dias, que poderão ser prorrogados. Assim que a CPI for instalada, Dias vai apresentar 25 requerimentos com pedidos de envio de documentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e a convocação do diretor de Comunicação da Petrobras, Wilson Santarosa, e da ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira.

Na CPI da Petrobras, o governo tem maioria expressiva: oito do total de 11 votos. Os líderes governistas vão se reunir para definir a estratégia de funcionamento da comissão.

Um dos cotados para presidira CPI é o senador João Pedro (PT-AM). O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), está cotado para ser o relator. A oposição pretende, no entanto, lançar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) na disputa pela presidência do inquérito. Collor é da base aliada, mas os oposicionistas estão certos de que ele terá comportamento independente do Palácio do Planalto, caso venha a presidir a CPI

Ato público

Na Assembleia Legislativa paranaense foi promovido ontem um ato público em defesa da Petrobras. Sindicalistas, técnicos e lideranças do PT, PMDB e PCdoB defenderam um novo marco regulatório para exploração do petróleo, incluindo as áreas do pré-sal. No evento também foi definido a formação de uma frente parlamentar em defesa da Petróleo e do Pré-Sal, com o objetivo de reinaugurar a campanha que defendeu o petróleo na década de 1950.

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