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O modelo que vai ser usado na Câmara dos Deputados, com a comprovação dos gastos da verba de ressarcimento dos parlamentares por meio do número da nota fiscal, nome da empresa e o valor pago, não vai ser copiado pelo Paraná. O presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), afirmou ontem que as despesas dos parlamentares vão ser publicadas na internet, mas não com tal nível de detalhamento.

Segundo Justus, não há razão para adotar a fórmula adotada pelo Congresso Nacional porque existem "outros mecanismos" de divulgação dos gastos dos deputados, mas não adiantou quais seriam. "Vamos fazer da mesma maneira como as outras assembleias fazem. Não há nada a esconder porque aqui na Assembleia não tem ninguém com castelo", afirmou, numa referência ao deputado federal Edmar Moreira (DEM-MG), que teve de renunciar ao cargo de segundo-vice presidente e corregedor da Câmara, depois de ser envolvido em suspeitas de sonegação fiscal por não ter declarado no Imposto de Renda um castelo no valor de R$ 25 milhões, em Minas Gerais.

A publicação de onde são gastos os R$ 27 mil mensais de verba de ressarcimento a que cada deputado estadual tem direito e a lista dos nomes dos funcionários de carreira e comissionados da Assembleia foi prometida pelo presidente na metade do ano passado, quando surgiram denúncias de funcionários fantasmas que são investigadas pelo Ministério Público Federal.

Até agora, no entanto, a divulgação dos gastos e da lista de pessoal não começou. Segundo Justus, o chamado projeto da "transparência" está pronto, mas só será votado após o carnaval.

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