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Produtores rurais que vivem em assentamentos e participam no Rio da 6ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária criticaram a destruição promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na fazenda da empresa Cutrale nesta semana em São Paulo e disseram que a ação não reflete a linha de atuação dos movimentos sociais.

Os expositores aguardavam hoje a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cancelada por causa da chuva forte que caiu durante todo o dia na cidade. A feira é organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ao custo de R$ 11 milhões, com patrocínio de instituições públicas e privadas. Dos 650 expositores, pelo menos 80 vivem em assentamentos.

Integrante da cooperativa do assentamento Vista Alegre, à beira do Rio Acre, em Rio Branco, o produtor Cícero Medeiros Brandão, que vendia polpa de fruta congelada, disse que a atuação do MST no interior paulista "não pode acontecer". "Lá (na fazenda) tem um plantio, não pode destruir. Esse tipo de coisa atrapalha as organizações sociais", criticou Cícero, filiado ao PT.

"Acredito que a via não é a da violência, mas o MST e todos os movimentos sociais precisam, sim, mostrar que as políticas sociais ainda não foram totalmente concretizadas", disse Valdener Miranda, da Associação de Assentamento do Estado do Maranhão.

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