Mateus da Costa Meira, que ficou conhecido como o atirador do shopping por causa do crime, cursava o sexto ano de Medicina quando, em 3 de novembro de 1999, invadiu uma sessão de cinema no shopping Morumbi, onde era exibido o filme "Clube da Luta", e deu rajadas de metralhadoras contra a platéia. O rapaz, condenado a 120 anos de prisão, disse em juízo que se identificava com o protagonista do filme, que era esquizofrênico e tinha dupla personalidade. Mateus também afirmou que começou a ser usuário de cocaína três meses antes do crime.
Segundo alegou, na ocasião ele ouvia vozes, sentia-se perseguido. Contou que levou a submetralhadora ao cinema para sua proteção. Após o interrogatório, Mateus ouviu, cabisbaixo, o relato de três testemunhas de acusação. Uma delas, Carlos Eduardo Porto de Oliveira, se emocionou ao contar como a namorada, a fotógrafa Fabiana Lobão de Freitas, foi baleada no peito, chorou e morreu. O psiquiatra de Mateus, José Cássio do Nascimento Pitta, atestou que o rapaz sofre de transtorno de personalidade esquizóide, mas considerou que ele estava consciente de seus atos no dia do crime.







