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Atlético tenta acordo com o Exército por obra da Arena

Clube deveria erguer dois prédios para as Forças Armadas em troca de terreno, mas desistiu da empreitada. Agora, tenta acordo para arcar com as despesas sem se responsabilizar pela construção

Contrapartida do Atlético, obra em dois edifícios no terreno do Exército não começaram . | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Contrapartida do Atlético, obra em dois edifícios no terreno do Exército não começaram . (Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo)

O Atlético apresentou proposta de acordo ao Exército para bancar o valor total da construção de dois edifícios no 27º Batalhão Logístico, no bairro Bacacheri. A obra chegou a ser iniciada, mas está paralisada desde a metade do ano passado e é a contrapartida do clube pela desapropriação de um terreno vizinho à Arena para possibilitar a ampliação do estádio para a Copa.

A mudança de postura do clube – efetivada com o envio da proposta no mês passado – pode pôr fim a um processo administrativo que poderia resultar em uma salgada multa. “Fizemos uma proposta para quitar, em dinheiro, a pendência. Preferimos pagar ao invés de retomar a obra, o que seria bem mais complicado”, diz o advogado do Furacão, Luiz Fernando Pereira.

Segundo o coronel Roberto Alexandre Eickhoff, chefe do Estado Maior da 5ª Região Militar, a proposta está sendo analisada. “O resultado dessa análise pode até extinguir o processo administrativo”, afirma. Essa é a expectativa também do Atlético. “Esperamos a resposta do Exército para também eliminarmos a questão judicial, possível mandado de segurança, e outros problemas”, diz Pereira.

Inicialmente, o clube se negou a bancar qualquer valor além dos R$ 7,2 milhões repassados ao Exército, correspondente à avaliação do terreno na esquina da Rua Buenos Aires com a Avenida Getúlio Vargas, na Água Verde, ao lado da Arena. O clube reivindicava a participação da prefeitura e do governo estadual na divisão da conta total da construção dos apartamentos, bem como valores correspondentes a hospedagem, condomínio, IPTU e transferências das 18 famílias desalojadas do imóvel desapropriado.

A partir da negativa do Atlético em manter o cronograma inicial, o Exército instaurou processo administrativo para apurar as responsabilidades da paralisação, bem como atribuir multas por quebra de contratos. “O processo continua correndo e o resultado sairá nos próximos dias”, afirma o coronel.

Os valores oferecidos pelo Atlético não foram revelados, mas cobririam o custo dos 12 apartamentos. O Exército não deve oferecer resistência. “Desde que sejam mantidos os compromissos assumidos anteriormente, como o custeio dos aluguéis e transferências”, concluiu o coronel. “O valor contempla o que eles expressaram ser o suficiente”, garante o advogado do clube.

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