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Paranaguá

Baka e Roque vêem manobra política em decisão

Como pano de fundo da autorização para a intervenção em Paranaguá está a disputa eleitoral que embala a cidade nos últimos meses: a briga entre o candidato à reeleição e adversário político do grupo do governador Roberto Requião, José Baka Filho (PDT), e o aliado do governador e candidato à prefeitura da cidade, Mário Roque (PMDB). Os dois concordam que a decisão do governado estadual serviu para uma manobra política, mas cada um vê a situação de um ângulo diferente.

Para Baka, a decisão do governador de decretar a intervenção teve influência direta de Roque. "Isso é ação dele (Mário Roque). Ele foi a Curitiba pedir ao governador que fizesse essa intervenção. Está vendo que a eleição está perdida para ele, então foi tentar um golpe branco e acabou sendo atendido pelo governador, afirmou.

O prefeito ainda atacou a decisão do governador, que classificou como uma armação. "Lamento que esteja sendo usada de forma tão violenta as instituições para tentar prejudicar e levar no tapetão uma eleição que, de acordo com as últimas pesquisas, já está perdida para o candidato do atual governo. Mas a atitude foi um tiro no pé", declarou.

Do outro lado, Mário Roque defende a si e à atitude do governo. Ele garante que a intervenção seguiu um processo normal e a decisão do governo do estado serviu aos interesses eleitoreiros de Baka. Segundo Roque, o prefeito não negociou a dívida que causou a intervenção por puro interesse. "Ele poderia pagar essa dívida sem ter de chegar a essa situação. Mas ele não quis resolver isso para poder dizer que o estado é mau, o persegue. Simplesmente para ele aparecer como vítima", disse.

O processo que desencadeou a intervenção é anterior ao governo de Baka. Em 2003, ainda no mandato de Mário Roque, a Justiça determinou o pagamento imediato do precatório em questão, mas a prefeitura de Paranaguá entrou com um recurso e a decisão foi suspensa até novo julgamento. "Fiz o que qualquer prefeito faria em um caso desses", justifica Roque.

O processo continuou a correr até a decisão do desembargador Rosene Arão de Cristo Pereira em maio deste ano.

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