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Crise gaúcha

Bancada do PMDB livra Yeda Crusius de CPI

Yeda Crusius foi a Brasília em busca de apoio da cúpula do PSDB | Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Yeda Crusius foi a Brasília em busca de apoio da cúpula do PSDB (Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo)

Composta de nove deputados, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul decidiu que não assinará o requerimento para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB). Ela e integrantes do governo são acusados de desvio de dinheiro no Detran do Rio Grande do Sul, fraude em licitações, além de caixa 2 na campanha eleitoral de 2006.

O PMDB faz parte da bancada de apoio à governadora. As outras siglas governistas também fecharam contra a CPI.

O requerimento foi elaborado pelo PT. Ontem, havia apenas 10 das 19 assinaturas necessárias para instalar a comissão. Assinaram o documento nove petistas e um deputado do PCdoB.

O pedido da CPI se baseia em denúncias da existência de um caixa 2 tucano e também em supostas irregularidades em licitações de obras públicas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal. Segundo reportagem da revista Veja desta semana, gravações revelam que Carlos Crusius – marido de Yeda – teria recebido R$ 400 mil em espécie, dos quais R$ 200 mil da Alliance One e outros R$ 200 mil da CTA Continental, ambas empresas de fumo, após o segundo turno da eleição de 2006.

A estratégia dos governistas para barrar o pedido foi segurar o PMDB, maior legenda da base. Três deputados que haviam sinalizado ao PT a possibilidade de assinar o pedido foram enquadrados pela maioria.

Embora ocupe secretarias e comande estatais, o PMDB já trabalha pela candidatura própria do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, para a sucessão de Yeda em 2010.

Depois da posição do PMDB, outras legendas da oposição também anunciaram que não assinariam o requerimento.

O presidente nacional do PDT, deputado Vieira da Cunha, pediu ontem à bancada estadual do partido que não assinasse o pedido. A legenda é aliada de Fogaça na prefeitura. Mas o PT do Rio Grande do Sul ainda espera obter o número mínimo de assinaturas para a CPI nos próximos dias.

Sem apoio

Yeda viajou a Brasília no fim da tarde de ontem para uma série de reuniões com integrantes da cúpula do PSDB. Antes dela chegar à cidade, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que a direção do partido não pode se responsabilizar pela defesa das denúncias contra a governadora. Guerra disse que Yeda "saberá se defender".

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