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O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, ratificou nesta terça-feira (30), em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan da Câmara Legislativa todos os depoimentos dados até agora à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público (MP) como réu colaborador no inquérito 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que investiga o "mensalão do DEM". Mas ele disse que não abre mão de exercer o direito de ficar calado, assegurado por um habeas-corpus, porque segundo afirmou, só fala para entidades nas quais ele confia.

"Vim, mas me reservo o direito de silenciar para não atrapalhar as investigações", afirmou Durval, durante reunião da CPI, que ocorreu no auditório do Instituto Nacional de Criminalística, na PF. Diante da insistência do deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP) para que ele respondesse às perguntas, Durval afirmou que a sociedade "tem muito mais vontade" ouvir o ex-governador José Roberto Arruda, o ex-vice-governador Paulo Octávio, seus secretários e deputados envolvidos em esquema de corrupção.

O ex-secretário disse ainda que teve a coragem de se autoincriminar porque não "aguentava mais os achaques do Arruda, do Paulo Octávio e todos esses envolvidos no esquema de corrupção". "Tive coragem de me livrar desse mal que estava me corroendo", afirmou ele, contando, no entanto, que não tem orgulho de seus atos. "Hoje eu me sinto mais preso do que quem está encarcerado."

Batista das Cooperativas disse, então, que Durval é uma figura "nefasta" e que, de fato, não há motivo para se orgulhar do que fez. "Você não é um herói. É nefasto e eu repudio a sua presença aqui calado", disse o parlamentar. "Apenas começamos. O rolo compressor vem aí", avisou Durval, ao final do seu depoimento. A CPI agora deve definir as próximas convocações para dar continuidade aos trabalhos.

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