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Investigação

Barco que afundou na Baía de Guanabara passa por perícia

O barco Costa Azul, que naufragou na Baía de Guanabara, na semana passada, após colidir com o cargueiro Roko, de bandeira das Bahamas, já está sendo periciado. A embarcação foi içada na madrugada desta quinta-feira, após três tentativas, e levada para o estaleiro Brisamar na madrugada desta quinta-feira. A Polícia Federal deverá ouvir os depoimentos dos quatro mergulhadores da Tecsub que sobreviveram ao acidente. Na quarta, o prático e a tripulação da lancha de praticagem que auxiliava a manobra do Navio Roko, de bandeira das Bahamas, na baía, prestaram depoimento. Os três confirmaram a versão do capitão do navio de que a traineira Costa azul fez uma manobra brusca, provocando o acidente.

O barco Costa Azul, que naufragou na Baía de Guanabara semana passada após um acidente com o navio cargueiro Roko, de bandeira das Bahamas, foi içado do fundo do mar na madrugada desta quinta-feira. A operação aconteceu por volta de 1h45m.

Após bater no Roko, a traineira Costa Azul afundou ficou a 37 metros de profundidade. Das 12 pessoas que estavam no barco no momento do acidente, oito morreram. Na tarde desta quarta, mergulhadores e técnicos da Marinha haviam conseguido arrastar a traineira cerca de 300 metros em direção a Niterói. A medida foi adotada depois de mais uma operação frustrada de içamento da embarcação. Assim, a Capitania dos Portos conseguiu desobstruir o canal de navegação, por onde trafegam os navios de grande porte que entram na baía.

No fim da manhã da quarta, houve nova tentativa de içar a traineira. No entanto, ao chegar à superfície, a estrutura de madeira, por estar fragilizada, não suportou a pressão dos cabos que a envolviam. Na terça, devido ao mar agitado e à ventania, a Capitania dos Portos havia suspendido a operação para retirada da traineira do fundo da Baía de Guanabara. Na segunda-feira mergulhadores já haviam trabalhado o dia todo para tentar retirar a traineira da água, mas não havia sido possível. A embarcação chegou a ser retirada do fundo do mar pela manhã, e uma das laterais do barco apareceu no espelho d'água, mas um dos cabos de sustentação se soltou e ela afundou novamente.

O prático Expedito Damasco - que estava dentro do cargueiro na hora do acidente - prestou depoimento na Polícia Federal de Niterói nesta quarta. Ele confirmou as declarações dos tripulantes do cargueiro Roko de que a traineira fez uma manobra brusca , o que teria provocado a batida. Na terça-feira, às 10h, o delegado federal Carlos Pereira vai ouvir os quatro sobreviventes da traineira Costa Azul, que virão ao Rio depor.

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