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Zé Geraldo (PT) e Wellington Roberto (PR) trocam tapas e empurrões durante a sessão. | Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Zé Geraldo (PT) e Wellington Roberto (PR) trocam tapas e empurrões durante a sessão.| Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

A sessão no Conselho de Ética na manhã desta quinta-feira (10), em que deve ser apresentado projeto defendendo o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo até o julgamento do seu caso, chegou a ser suspensa após uma briga entre os deputados Zé Geraldo (PT-PA) e Wellington Roberto (PR-PB). Os dois bateram boca e até trocaram tapas no início da sessão. A confusão se intensificou quando o deputado Zé Geraldo disse: “a turma do Cunha quer bagunçar”. Nesse momento, o deputado Wellington Roberto, que estava sentado atrás dele, avançou em direção a ele e o agrediu com tapas.

No tapa

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“Aceito tudo, mas me tocar, não”, berrou o deputado petista.

“Macho nenhum vai tocar em mim, não. O senhor é moleque”, espondeu Roberto.

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Vários parlamentares interferiram para que a briga não ficasse mais violenta. O presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), reclamou quando a confusão foi contida.

“jamais aqui poderá ser transformado num ringue, não é disputa corporal e ninguém vai ganhar no grito. Moderem-se e ajam como parlamentares do Conselho de Ética, respeitem essa Casa”, disse Araújo.

O deputado Zé Geraldo, envolvido na confusão, admitiu que a briga foi um “ato de constrangimento”. “Verdade que o que aconteceu no início da sessão é um ato de constrangimento, mas a vergonha maior é exatamente estarmos na sexta sessão e a gente estar iniciando o processo, na estaca zero. Talvez até entendam nossos exageros, que são desnecessários. Estou aqui há 20 anos, aceito tudo, mas não aceito um ato direto de colocar a mão em mim”, disse:

“O que está acontecendo aqui é vergonha pura. Lamentável isso tudo que aconteceu. Agradeço os companheiros virem apaziguar, peço desculpas”, disse Zé Geraldo.

Ele criticou o atraso do julgamento do processo de Cunha: “Ontem [quarta-feira, 10], o presidente Eduardo Cunha conseguiu o que ele queria. Levar esse processo para o plenário só lá pra abril”.

Após o tumulto, o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) foi oficializado como novo relator e assumiu o processo contra Cunha. O parlamentar voltou a dizer que é um processo “complexo” e que não concorda com a troca do relator, decidida pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA). Ele disse que só vai apresentar o relatório na próxima terça-feira.

“Não o faço nesse momento pela cautela que me é imposta”.

“Vou respeitar o devido processo, não atuarei com açodamento nem procrastinação. Serei um ajudante de cumpridor de regimento”, disse o relator.

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