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Curitiba

Câmara aprova projeto que limita uso de dinheiro do Fundo Especial

Modificações ajustam fundo a exigências do TC. Se proposta for aprovada novamente, dinheiro só poderá ser usado para reformas do prédio da Câmara ou para construção de uma possível nova sede do Legislativo

Vereadores aprovaram em primeiro turno na sessão desta terça-feira (5) o projeto de lei que propõe ajustes no Fundo Especial da Câmara Municipal de Curitiba (FEC). As modificações limitam o uso do dinheiro do FEC. Despesas de custeio ou orçamentárias não serão mais bancadas com valores arrecadados pelo fundo. A finalidade do fundo é assegurar recursos para reformas e adaptações do atual prédio do Poder Legislativo municipal e até mesmo para a possível construção de uma nova sede da Câmara.

O projeto se adapta a uma instrução normativa do Tribunal de Contas do Estado (TC) criada em 2011 para dar mais transparência ao uso dos recursos públicos. O FEC é proveniente de recursos vindos da Prefeitura e economizados pela Câmara.

Baseada nas orientações do TC, a proposta sugere a revogação dos sete incisos do artigo 2º da atual lei que trata do FEC, que possibilita o uso do fundo em despesas de custeio, como a implementação de serviços de informática; elaboração e execução de programas e projetos de atuação para implementar sua política institucional, e com despesas relativas a aperfeiçoamento profissional dos servidores efetivos da Casa.

Outra mudança seria feita no artigo 8º da lei. Atualmente, a Câmara estabelece vigência ilimitada para o FEC. A nova proposta, no entanto, pede que o fundo tenha vigência limitada a dez anos, sendo que as obras devem ser iniciadas em até 3 anos a partir da data em que as mudanças entrarem em vigor.

O projeto, que é de autoria da Comissão Executiva da Casa, passa por segunda votação nesta quarta-feira (6). Se aprovado novamente, ele seguirá para promulgação do presidente da Casa Paulo Salamuni(PV).

Novo prédio

Em entrevista à Gazeta do Povo, Paulo Salamuni declarou que a atual sede do Legislativo de Curitiba não é mais condizente com o tamanho da cidade. Segundo ele, os prédios que abrigam hoje a Câmara funcionam de maneira improvisada e, como são muito antigos, não suportam mais muitas reformas. "São prédios que já deram o que tinham que dar", disse.

Sobre a construção de uma nova sede para a Câmara, o presidente informou que existem atualmente três possibilidades que estão sendo discutidas informalmente. A mais provável dela seria construir o prédio do Legislativo em um terreno próximo à Rodoferroviária.

Uma segunda proposta seria derrubar o atual prédio da Câmara e erguer um novo no lugar. A outra ideia, que seria a mais remota, de acordo com Salamuni, é levar a Câmara para o Centro Cívico, próximo à Assembleia Legislativa do Paraná.

Salamuni ressalta que esses projetos são apenas uma possibilidade, e que a definição deles não deve ser algo já para os próximos anos.

Polêmica

A discussão sobre o projeto gerou polêmica no plenário da Casa, conforme relatado na página da Câmara no Twitter. De um lado, os vereadores Professor Galdino (PSDB) e José Chicarelli (PSDC) realizaram discursos contrários à matéria. "A reforma do Palácio Rio Branco vai custar R$ 2 milhões. Será que precisa gastar com história e cultura tudo isso?", disse Chicarelli, que propôs o adiamento da votação, para que o debate sobre o tema fosse ampliado.

Já o presidente da Câmara, Paulo Salamuni (PV), disse em Plenário que a construção de uma nova sede é apenas uma das possibilidades de uso do FEC. Em seu discurso, o presidente também falou sobre os problemas do prédio do Legislativo que afetam visitantes, vereadores e servidores. "São prédios que não foram feitos para receber a população. Foram adaptados", declarou. O vereador Chico do Uberaba (PMN) também se posicionou a favor do projeto e afirmou que a Câmara de Curitiba não possui condições de segurança para os convidados, vereadores ou funcionários.

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