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Rio de Janeiro

Capitania investiga acidente com aerobarco na Baía de Guanabara

A Capitania dos Portos já começou a investigar o acidente envolvendo duas embarcações na Baía de Guanabara nessa terça-feira. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas na colisão ocorrida às 18h40m envolvendo o aerobarco Flexa de Niterói, da empresa Transtur, contra uma chata (espécie de rebocador) parada perto do vão central da Ponte Rio-Niterói (leia aqui o relato dos passageiros) .

Em entrevista ao telejornal "RJTV", o comandante Monteiro Dias, da Capitania dos Portos, assegurou que a Capitania tem fiscalizado rotineiramente as embarcações e que o acidente pode ter sido causado por falha humana ou de material.

- Temos fiscalizado rotineiramente. A cada seis meses, fazemos uma perícia muito grande em todas as embarcações que transportam passageiros. Essa embarcação foi periciada, foi inspecionada e ela estava liberada para transportar passageiros. O que ocorreu pode ter sido em função de uma falha humana ou de uma falha de material - afirmou.

O comandante explicou que foi aberto um inquérito para apurar o que aconteceu. O prazo de conclusão é de 90 dias.

Quando indagado sobre o que seria preciso fazer para evitar que novos acidentes voltem a acontecer, o militar disse que seria o cumprimento das normas:

- Que os navegadores cumpram as normas para evitar colisão no mar. Esse é um outro fato que estamos verificando no nosso inquérito. Se todos cumprissem as normas preceituadas, não haveria acidente no mar.

A Transtur manteve a versão inicial de que a chata Nativa I estava apagada e de que o aerobarco seguia a sua rota de rotina. A empresa disse que vai indenizar todas as vítimas.

O comandante Monteiro Dias, da Capitania dos Portos disse que peritos já vistoriaram a chata, que estaria com as luzes funcionando normalmente:

- Estamos verificando esse fato. Prontamente após o acidente, mandamos duas equipes, uma para cada barco envolvido no acidente. Já verificamos isso no Nativa I e todas as luzes estão funcionando normalmente, mas se ele estava, no momento do acidente, apagado, só no decorrer do inquérito vamos poder precisar - detalhou o militar.

Nesta quarta-feira, nenhum aerobarco funcionou. A Transtur informou que possui apenas duas embarcações. Uma já estava fora de atividade, passando por reparos; e a outra foi a que se envolveu no acidente.

Segundo representantes da Transtur, a embarcação foi levada para o cais do porto de Niterói e será transferida para o estaleiro da companhia para ser periciado pela Capitania dos Portos, como informou a CBN. A Transtur trabalha com duas catamarãs e dois aerobarcos.

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