A Controladoria Geral da União (CGU) informou que investiga 17 empregados públicos da Petrobras e pediu ao juiz federal Sérgio Moro o compartilhamento de provas da Operação Lava Jato. De acordo com o ofício, datado do dia 13 de julho, a CGU instaurou uma Comissão de Processo Administrativo Sancionador “para apurar irregularidades relacionadas à contratação da empresa Norberto Odebrecht pela Petrobras para prestação de serviços relacionados à saúde, segurança e meio ambiente – SMS no Brasil e no exterior”.

A CGU pediu ainda ao juiz Sérgio Moro a autorização para oitiva dos réus Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Renato Duque, ex-diretor de Serviços, e do ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini como testemunhas. Os depoimentos estão previstos para acontecer nos dias 9,11 e 30 de setembro, respectivamente.

Entre os empregados da estatal investigados estão: Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras; os engenheiros Aluísio Teles Ferreira Filho, Sócrates José Fernandes Marques da Silva e Alexandre Penna Rodrigues; o advogado Venâncio Igrejas Lopes Filho; o técnico Ulisses Sobral Calile; o técnico Luiz Antônio Arroio; o coordenador Levi Rodrigues de Oliveira Junior; Renato Zanette, engenheiro de processamento; os economistas Laércio do Prado Freires e Renato Pires de Oliveira; o administrador Mateus de Andrade Fonseca; José Carlos Vilar Amigo, gerente de implementação de empreendimentos; e o engenheiro de controle de qualidade Teófanes de Almeida Elias. Os empregados Agostinho Cândido Gatto, Luciano Seixas Pereira e Pedro Paulo Lofego Lobo também são investigados pela CGU.

A atuação da Odebrecht já é investigada no âmbito da Operação Lava Jato pela Polícia Federal, em Curitiba. No dia 19 de junho, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, e outros executivos da companhia, foram presos na deflagração da 14ª fase da operação. Eles estão presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Nesta segunda-feira (20), a Polícia Federal indiciou Marcelo Odebrecht, os executivos Rogério Santos de Araújo, Alexandrino de Salles de Alencar, Márcio Faria da Silva, Cesar Ramos Rocha, afastados após serem presos, o agente público da Petrobras Celso Araripe de Oliveira e os executivos Eduardo de Oliveira Freitas Filho e João Antonio Bernardi Filho por corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

No dia 2 de julho, a Polícia Federal prendeu o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada, na deflagração da 15ª fase da Lava Jato. Zelada foi preso sob a suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações, desvio de verbas públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Atualmente, Zelada está preso na carceragem da PF em Curitiba.

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