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Youssef foi preso na Lava Jato em março de 2014, depois de quebrar o acordo de delação firmado em 2004, no caso Banestado. | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Youssef foi preso na Lava Jato em março de 2014, depois de quebrar o acordo de delação firmado em 2004, no caso Banestado.| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O doleiro Alberto Youssef (foto) está contando os meses para deixar a carceragem da PF em Curitiba. Depois de uma “calibragem” nos termos do seu acordo de delação premiada com o MPF, ele vai passar a cumprir prisão domiciliar em novembro deste ano, quatro meses antes do previsto. O destino de Youssef ainda não está definido, mas deve ser mantido em sigilo, segundo seu advogado, Figueiredo Basto, que confia que o “ex-doleiro” não deve reincidir no crime. “Tenho certeza que ele vai tentar fazer o melhor para ele e a família, a reincidência é descartada”, diz. Youssef foi preso na Lava Jato em março de 2014, depois de quebrar o acordo de delação firmado em 2004, no caso Banestado. “Não há frustração [de Youssef]. Há o reconhecimento de que o acordo foi excelente. A colaboração dele é a principal da Lava Jato, sem ela a investigação não teria chegado ao que chegou”, observa Basto.

“Alô, Bessias!?”

Citado na conversa gravada pela PF entre a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, Messias [Jorge Messias], ou “Bessias”, como ficou conhecido, ligou na última semana na 13ª Vara Federal de Curitiba. O motivo: avisar ao juízo que Dilma “está ciente” do ofício encaminhado a ela pelo juiz Sergio Moro. No documento, enviado na terça-feira, Moro consulta a presidente sobre a possibilidade de ela prestar depoimento como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Dilma tem o prazo de cinco dias para se manifestar.

Nova delação

O ex-assessor do PP João Claudio Genu pode se tornar o próximo delator da Lava Jato. Segundo a defesa dele, um possível acordo está em negociação com o MPF. Por enquanto, ele está separando os temas que possam interessar aos procuradores da força-tarefa e montando os anexos dos termos de colaboração. Genu, que foi réu do mensalão, trabalhava como assessor do ex-deputado José Janene, morto em 2010. A colaboração dele na Lava Jato deve ser focada na Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

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