| Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
| Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O novo secretário da Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita de Oliveira, assumiu o posto na semana passada. Portanto, não seria de estranhar que a sua liberação pela Polícia Federal – onde trabalha como delegado, regularmente – tenha saído apenas nesta terça. O documento saiu no Diário Oficial da União com data deste 12 de maio. No entanto, há mais de quatro meses Mesquita está na secretaria. Trabalhava como diretor de inteligência na época de Fernando Francischini. E, aliás, a liberação que saiu agora é para essa função, e não para secretário. Sendo assim, Mesquita ficou quatro meses no Paraná sem liberação da Polícia Federal.

Resposta

Segundo a Sesp, a situação só foi possível porque Mesquita foi emprestado, via convênio, por meio de uma “ordem de missão” assinada pela superintendência da PF no Paraná que o colocou à disposição do governo. O salário de Mesquita continuará sendo pago pela Polícia Federal.

Ele fica?

Convido os deputados que votaram contra [o projeto da previdência] a criarmos a CPI do Massacre. Será que esta Casa não tem culpa em tudo o que aconteceu?

Nereu Moura,  líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Paraná, criticando os confrontos do dia 29 de abril.

Tudo indica que o governo do estado pensa em efetivar Mesquita como secretário de Segurança – ele ainda carrega o rótulo de interino. Em princípio, deveria ficar apenas por pouco tempo, até que o governo achasse um titular, talvez vindo da sociedade civil – pensou-se em um advogado de renome, por exemplo. O governador Beto Richa (PSDB), porém, estaria inclinado a manter Mesquita caso ele se mostre uma opção viável, sem receber muitas críticas da corporação e de fora do governo.

Galdino x Bernardi

Como a pauta da Câmara Municipal de Curitiba não anda lá muito movimentada, sobra tempo para alguns vereadores extravasarem a rivalidade. Neste caso, a disputa Professor Galdino (PSDB) e Jorge Bernardi (PDT) já se tornou um clássico. Galdino usou até “palavras de baixo calão”, segundo o material enviado pela assessoria da Câmara, para defender as contas da gestão de Beto Richa (PSDB) como prefeito de Curitiba – na segunda-feira (11) os vereadores aprovaram os números relativos a 2008. Bernardi se posicionou contra. “O vereador do PDT diz que a gestão do Beto Richa foi temerária. Oras, temerária é a gestão do Gustavo Fruet”, afirmou Galdino.

Panela Velha

A rotina da Câmara dos Deputados foi quebrada nesta terça-feira (12) por uma cena incomum, por assim dizer. Com 55 anos de carreira artística, o deputado Sérgio Reis (PRB-SP, foto) cantou pela primeira vez no plenário da Casa, em sessão solene em homenagem ao Dia Mundial da Voz. Com o sempre característico chapéu de boiadeiro, entoou uma de suas músicas mais conhecidas, “Panela velha”, em parceria com sua esposa, a também cantora Ângela Márcia. Eles cantaram, ainda, “Tocando em frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira.

Liberdade de expressão

O Instituto Palavra Aberta promoveu nesta terça (12), na Câmara Federal, a 10ª Conferência Legislativa Sobre Liberdade de Expressão, com o tema “Censura na Atualidade: do Politicamente correto à Intolerância. O repórter Mauri König, da Gazeta do Povo, foi um dos debatedores do painel sobre as novas faces da censura e o desafio cotidiano da defesa da liberdade de expressão. Com ele estiveram o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), o deputado federal Sandro Alex (PPS-PR), a professora Maria Cristina Castilho Costa, do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura da Universidade de São Paulo. O evento teve apoio da Câmara dos Deputados, da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) e da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert).

Colaboraram: Carlos Eduardo Vicelli, Euclides Lucas Garcia e Rogerio Waldrigues Galindo.

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