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Rio

Crea faz nova vistoria em prédio cuja marquise desabou em Copacabana

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), Reynaldo Barros, disse nesta terça-feira que vai propor à prefeitura que a fiscalização das marquises seja feita em conjunto pelo órgão e pela Secretaria municipal de Urbanismo. Desse modo, segundo ele, se o proprietário for notificado e não fizer manutenção, o prédio será interditado e o Ministério Público acionado para impetrar ação civil. O Crea tem 75 fiscais que poderiam ajudar na fiscalização, informou o presidente do conselho. Segundo Barros, a ajuda já tinha sido oferecida no ano passado, após a queda de uma marquise em Vila Isabel, que deixou três mortos.

O Crea vistoriou nesta terça marquises de prédios mal conservadas na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, um dia depois da queda da marquise do Hotel Canadá, na manhã de segunda-feira. O acidente causou a morte de duas pessoas , além de ferimentos em outras nove. Foram retiradas no local 17 toneladas de escombros. Outras marquises podem ser ameaças. O desabamento provocou caos no trânsito do bairro por mais de três horas.

O laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) sobre o acidente só deve sair em 15 dias. Mas peritos do órgão revelaram que a queda da marquise do hotel, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana 687, foi provocada por excesso de peso. Na manhã desta terça-feira, em entrevista na televisão, Marcel David, da Defesa Civil municipal, deu opinião parecida. Segundo ele, havia sobrecarga na marquise.

- A responsabilidade sobre isso (a manutenção da marquise) é do proprietário do imóvel, segundo a legislação - informou.Enterro de vítima da marquise. Foto de Marco Antônio Cavalcanti - O Globo

Na segunda-feira Reynaldo Barros, do Crea-RJ, já afirmara que a conservação da marquise era inadequada. O professor em tecnologia da construção da UFRJ Alexandre Duarte, ex-presidente do Crea, também vistoriou o prédio e contou que, além do excesso de peso causado pelo entulho na marquise, a estrutura estava deteriorada. As ferragens estavam com perda de 80% por causa da corrosão. O Crea chamará a Rio Arteplac Estruturas Especiais, responsável pela reforma da fachada e da pintura da lateral do hotel, para prestar esclarecimentos .

Nesta terça-feira foi enterrado o corpo da idosa Maria Izabel de Souza Cardoso (foto acima), de 80 anos, uma das vítimas da queda da marquise.

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