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Vídeo mostra José Roberto Arruda recebendo R$ 50 mil do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa | Elza Fiuza/ABr
Vídeo mostra José Roberto Arruda recebendo R$ 50 mil do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa| Foto: Elza Fiuza/ABr

Deputado é flagrado com dinheiro na meia

Brasília - Imagens supostamente gravadas em 2006 mostram o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Pru­­­dente, recebendo dinheiro do então presidente da Codeplan (empresa do Distrito Federal), Durval Barbosa.

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Brasília - Está pronto o pedido de impeachment do governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda, que será feito pela Ordem dos Advogados Brasil, seção DF.

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Defesa

Governador se diz vítima

Folhapress

Brasília - Em nota divulgada ontem, José Roberto Arruda (DEM), e o vice-governador do DF, Paulo Octavio (DEM), negam participação no suposto esquema de pagamento de propina para parlamentares da base aliada do governo na Câmara Legislativa. Na nota, os dois afirmam que foram vítimas de um "ato de torpe vilania’’ e se mostram "indignados’’ com as acusações. Arruda e Octavio afirmam que Durval Barbosa – ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal que gravou as imagens flagrando integrantes do governo recebendo propina – agiu de forma "capciosa e premeditada’’, apresentando uma "versão mentirosa’’ dos fatos

Brasília - A versão do panetone e brinquedos para famílias carentes não colou e a cúpula do DEM quer o governador José Roberto Arruda fora do partido. Por orientação do advogado de Arruda, José Gerardo Grosso, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, o secretário de Ordem Pública do DF, Roberto Giffoni, negou no sábado que o vídeo em que o governador aparece recebendo R$ 50 mil de Durval Barbosa e guardando o dinheiro numa sacola de papel fosse propina. Seria uma doação, recebida em 2005, para ajudar na compra de brinquedos e panetones que se­­riam distribuídos para crianças.

A direção do Democratas agendou para hoje à tarde um encontro com o governador, quando ele vai tentar justificar as imagens gravadas e os documentos recolhidos pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), com indícios de um esquema de mensalão no governo do Distrito Federal (DF). A investigação mostra a coleta e distribuição de propinas pela base aliada, mas Arruda, orientado pelos advogados, quer transformar tudo em um "crime eleitoral". A investigação do mensalão do DEM envolve, além do governador, pelo menos mais quatro secretários e quatro deputados distritais

Apesar da estratégia do governador, a cúpula do DEM considera "letais" os vídeos em poder da PF, que foram gravados – sob orientação da PF e com autorização do Judiciário – pelo secretário demitido Durval Barbosa (Relações Ins­­­titucionais). No fim de semana, ao sus­­­tentar a versão dos panetones, dirigentes do DEM consideraram a explicação "conversa pra boi dormir". "Eu disse a ele (Arruda) que precisamos de provas, fatos, argumentos. Não queremos versões. O partido é realista. O partido se curva aos fatos. Os fatos são devastadores", afirmou ontem o senador De­­­mostenes Torres (DEM-GO). Na avaliação da direção do partido, a manutenção de Arruda no quadro partidário provoca um "desgaste brutal", o que prejudica os planos de recuperação em 2010 do espaço per­­­dido na política nos últimos anos.

Um dirigente do partido disse ontem que "não há alternativa" para o governador que não seja a desfiliação dos quadros do DEM. Senadores e deputados já sabem que os demais vídeos em poder da PF são igualmente "devastadores" para a imagem do governador e do partido.

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